Alquimista do Saber

“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.” Fernando Pessoa


Tenha plena convicção que não haveria momento mais propício para escrever qualquer devaneio como nesse momento, coloco para ouvir o som suave e impactante de Vangelis do albúm cosmos, assisti dois filmes sobre a segunda guerra, estou em pleno um sábado ilhado na minha casa, buscando na madrugada refúgios em filmes, músicas e livros, posso me alegrar por está me alimentando de arte, o difícil é somente controlar minhas angústias provindas das reflexões e introspecções instigadas fortemente por esses meios de entreterimento.

Minha vontade de forma alguma seria ficar em casa, queria estar por aí, servindo ao deus baco, animando-me com minha parceira boêmia e dançando com a promiscuidade, vivendo as efemeridades ilusórias da alegria, tomando meus pauliativos eficazes de combate a solidão e a amargura. Amigos, bebedeiras, curtições, lugares que não gosto, pessoas e mais pessoas, tudo isso para evitar a tão detestável solidão, fugindo do maior medo que é se enfretar com a própria situação. O difícil disso tudo é ter que criar uma rotina que sempre te ocupe, que esteja sempre fazendo a máscara dessa ilusão permanecer, não parar nenhum dia para se deparar com a verdade e deixar agir a temível bipolaridade.

A mutabilidade das dores que nunca sei onde dói que é o melhor de tudo isso, sempre estou sendo ensinado em alguma área ainda desconhecida, sobre a dor do amor há alguns anos atrás já experimentei, a dor do isolamente já venci também, enfrentar a própria vilania já consegui aprender e conviver. Sonho mesmo que os pombos do acaso pouse nos meus ombros trazendo consigo o doce aroma de uma felicidade desconhecida, de um ineditismo profundo e bucólico, de uma paz campestre, de um suspiro puro de sabores novos e de realidades coloridas e cubistas.

Cansei de navegar no mar, parece que o balanço das águas não me instiga mais, as tempestades não me assustam mais, por um tempo desejei mais que tudo que elas não me amendrontasse, mas agora vejo que ignorá-las é se tornar letárgico, mórbido, frio e apático, tudo isso por agora saber que as batalhas são substâncias essenciais de aventuras e aprendizado. Queria muito trocar meu barquinho por um grande balão e com ele viajar junto com os pássaros migrando sempre de um lado para outro, atravessendo céus de muitas cidades sem olhar para baixo, olhando sempre para frente com o único e simples objetivo de chegar ao ponto desejado ou apenas sonhado. Parafraseando Red Hot Chilli Pepper e Zeca Baleiro em respectiva ordem,” võe na minha asa-delta, pois os pombos podem voar alto, mas insistem em comer as migalhas do chão”.

Saudações do Acaso Para os Perdidos.

2 Comentários:

Lindíssimo texto, parabéns!

Aline Bispo disse... 18 de maio de 2010 00:37  

Ficou muito perfeito....

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