Alquimista do Saber

“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.” Fernando Pessoa

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Acabo de assistir o filme Oração ao Bobby, um filme que retrata a angústia de um jovem de 16 anos que se assume como homossexual, passando assim a sofrer pressões psicológicas e familiares sobre sua escolha, não resistindo a pressão se suicida. Um filme realmente comovente e bem esclarecedor sobre questões religiosas e de aceitação familiar gêneros. A muito tempo faço reflexões sobre questões homossexuais e aproveitei o ensejo e a inspiração para publicar algumas linhas.
Sempre me surpreendi com a força psicológica dos homossexuais, os vejo como pessoas corajosas, simpáticas, animadas e bastante perseverantes naquilo que almejam e desejam, vide a quantidade de homossexuais bem sucedido mundo a fora. Vejo-os assim por analisar o que eles enfrentam diariamente em seguir sua sexualidade que aos olhos de uma grande maioria é algo completamente absurdo, bestializado, demoníaco, anormal ou até mesmo um mal social, e mesmo com toda essa visão estúpida de uma sociedade imbecil que traz no seu cerne preconceitos, discriminações, julgamentos e ódio durante décadas, enfrentam com muita dignidade e orgulho sua opção  de viver como escolheram, do que possui vontade de ser e não se adaptar aos fantoches de modelo do bom homem da família cristã, eles são verdadeiros questionadores do ‘status quo’ que sempre foi injusto, perverso e destrutivo. 

Até mesmo eu por respeitar e ter vários amigos que são homossexuais sofro preconceitos e questionamentos sobre minha sexualidade e isso não me incomoda, afinal pensam tantas coisas equivocadas ao meu respeito que se fosse me incomodar com isso acabaria me tornando igual aos que falam.
Conheço várias pessoas que não relacionam com o homossexuais por receio desse preconceito e simplesmente perdem a oportunidade de conhecer pessoas magníficas, inteligentes que traduzem em sua escolha sexual algo que dificilmente conseguimos, ser nós mesmos!

Sei que falo muito de preconceito, mas é que sinto uma ojeriza terrível dessa visão arcaica e pobre das pessoas em relação ao que é diferente delas, acredito que a sociedade tem medo de reinventar-se, ela tem receio de sair do seu comodismo e do seu mundo preto e branco, não consegue pintar o meio social de várias cores, que sempre trazem uma mescla viva, bonita e enriquecedora com as diferenças e escolhas individuais.
Acredito que somos deliciosamente diferentes, uma mistura de gostos, de desejos, de sonhos, de medos, somos brancos, somos pretos, somos mulheres, homens, somos vários sabores e aromas, somos juntos cores vivas que pincelam com primor a existência, tornando-a muito maior e mais bela que o preto e branco do desrespeito e da intolerância.

Se um homem marcha com um passo diferente do dos seus companheiros, é porque ouve outro tambor.
Henry Thoreau


Saudações Coloridas a Todos.

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Contato: wesley_diogenes@hotmail.com Quero explicar que o nome alquimista do saber vem da ideia de uma busca constante do conhecimento e do aprendizado, é como se fosse um aventureiro em busca de uma dialogia de filosofias para chegar a um determinado conhecimento, o nome do blog não passa de uma analogia e não se configura como uma prepotência da minha parte.

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Brilhar para sempre,

brilhar como um farol,

brilhar com brilho eterno,

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que tudo mais vá para o inferno,

este é o meu slogan

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Já dizia Dostoiévski em os Irmãos Karamazov: "SE DEUS não existe e a alma é mortal, tudo é permitido"


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"Um alquimista é aquele que vive sua lenda, Desbrava o desconhecido, que sabe que para chegar ao impossivel tem que caminhar por caminhos impossiveis. Brilha sua luz!Sua individualidade coletiva questionadora. Vamos nessa! Navegar é preciso." Clenilson Batista

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