Alquimista do Saber

“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.” Fernando Pessoa



Entre livros, filmes, coisas impressionantes e êxtases que vivenciamos, as vezes são tão profundos e nos instiga tanto que parece ser irreal... Além da qualidade expressiva de sentimentos que estejamos presenciando tem o fato de nosso estado emocional que pode nos remeter a essa realidade paralela. Lembro-me que alguns filmes me desnortearam tanto que as coisas que estavam ao meu redor parecia apenas sombras e uma criação da minha própria mente. Deja vú, experiências estranhas, coisas anormais, realidade mutáveis, muitas coisas realmente são assustadora do ponto de vista da normalidade.
Adoro ler sobre física quântica e o programa de neurolinguística eles falam bastante sobre essa realidade paralela, mas mesmo sendo muito bons, ainda estamos muito distantes de entender o funcionamento da nossa mente, do seu poder e dos seus mistérios. Enquanto não conseguimos tal e feito e continuamos apenas conhecendo as 4 dimensões, vamos nos aventurando no desconhecido.Uma ótima coisa para viver uma realidade paralela sem ser por meio de funções do sentimento é alteração da combustão do cérebro com composto químicos como a cerveja, é adorável e perturbador viver por algumas horas uma realidade que foge da sua razão métrica e vai se delineando pelos instintos e o subconsciente. QUERO BEBER! hehe.

Esse vídeo apesar de bastante sorumbático é um resumo lindo e altamente belo do que tentei passar, ele que me influenciou a compartilhar essa postagem.

O curta-metragem Vincent, de 1982, é o primeiro filme com a assinatura oficial de Tim Burton. Com a duração de 6 minutos, a animação foi produzida através da técnica stop-motion e em preto & branco. O filme conta a história de Vincet Malloy, um menino de 7 anos de idade que sonha em ser Vincent Price. O garoto de imaginação fértil vê sua casa como um grande castelo onde ele poderia fazer suas experiências como, por exemplo, transformar sua tia em um boneco de cera ou seu cachorro em um zombie. Leitor de Edgar Allan Poe, confunde sua realidade com as histórias do escritor.

Gênero: Curta / Animação
Ano/País: 1982 / USA
Director: Tim Burton


Saudações de Outras Dimensões





Tive um fim de semana altamente estúpido, mostrei o quanto posso ser vil e ordinário, um riso de alegria veem aos lábios, uma tortura psicológica na mente e uma infinidade de pensamentos soltos. Percebi antes de qualquer coisa, que ser estúpido ajuda na criatividade. Mas vamos lá, a muito tempo venho trabalhando ou pelo menos reconhecendo meus mesquinhos defeitos. É legal saber com o que você está lidando, com o que irrita as pessoas, como se você tivesse assistindo em uma TV suas próprias atitudes, mas em vez de corrigi-las, apenas aprecio como algo qualquer. Ouço sempre pessoas comentando o quanto sou idiota, chato, insuportável e afins, sou tão acostumado que isso já se tornou até comum. Como não quero ser estúpido de falar e falar sobre estupidez, tentarei ser um estúpido de ideias estúpidas com uma pitada de surrealidade, psicodelismo e um pouco de loucura.  




Dizer que não estamos nem aí para a opinião alheia é uma mentira que acho ser altamente estúpida, sempre tentamos alçar algum tipo de reconhecimento, seja ele do grupo que estamos inserido, na família, enfim, qualquer lugar que tenha algum tipo de relação interpessoal. Vivemos sempre apresentando o que achamos que somos, uns se mostram tímidos, outros extrovertidos, chatos, interessantes, bonitos, feios, inteligentes, arrogante e vários outros adjetivos pra chegar na classe da qual vos falo que é a dos estúpidos.


Não interprete o fato de me reconhecer como estúpido como um pessimismo, mas sim uma dedução de minhas próprias atitudes, poderei mudar isso? Claro que sim! Tudo podemos... Mas qual o sentido de mudar, não estaria sendo um estúpido fazendo isso? anormalidades, idiotices, maluquice, falta de senso, de noção, de juízo, são as características que vem enraizado nessa estupidez surreal e porque chamá-la de surreal? Todo esses adjetivos e ações, são algo real que criamos através do que acreditamos ser verdade através da nossa psique, criamos uma face de representação para o meio social que queremos exercer cada uma das características acima citadas. 


Outra coisa que a estupidez que estou falando traz consigo é a insensibilidade, muitas vezes procuro no meu profundo âmago um arrependimento das horríveis atitudes que tomei, só para dizer para o meu ego que não sou tão estúpido, mas não consigo encontrar, meu ego possui um exército que destrói meu lado altruístico e muitas vezes racionais. Vencer, vencer, não se contentar nunca com a derrota, são pensamentos estúpidos, eu sei, mas é o surreal que criei e convivo, mostrar-se superior também, horríveis características carregada da suposta qualidade criada que é a sinceridade para os revelar. Creio ter outras qualidades, claro que tenho, afinal sou um estúpido-egocêntrico-arrogante, mas é preciso vencer essa barreira altamente chata, ou seja conseguir me aturar, para encontrar algum tipo de qualidade. Não gosto de escrever na primeira pessoa como fiz em alguns momentos, mas seria um estupidez chamar todos que estão lendo de estúpido e não gosto de ficção, talvez por ser estúpido.





Só quem puder obter a estupidez
Ou a loucura pode ser feliz.
Buscar, querer, amar... tudo isto diz
Perder, chorar, sofrer, vez após vez.

A Estupidez achou sempre o que quis
No círculo banal da sua avidez;
Nunca aos loucos o engano se desfez
Como quem um falso mundo seu condiz.

Há dois males: verdade e aspiração,
E há uma forma só de os saber males –
É, vivendo-lhe o ser, saber que são

Um o horror real, o outro o vazio –
Horror não menos, dois como que vales
Ao pé dum monte que ninguém subiu.


Fernando Pessoa - 1909



Essa postagem não é um auto-flagelo porque na verdade não me incomodo com a estupidez, não me incomodo com esses horríveis defeitos, o que me incomoda é o fato de não poder externar com atitudes, palavras ou em um texto como sou estúpido, estupidez essa que magoa o próximo, que irrita quem assiste e que fatalmente torna sombrio quem o faz. A dialogia desse texto estúpido com imagens surreais lindas, é o que vivo com minha estupidez, faço belas pinturas mediado pela idiotice, tornando irreal o que sou, surreal o que tento ser e mentiroso o que digo ser. Tudo é surreal, porque tudo é um jogo, ser estúpido é um jogo, dizer que sou estúpido é um jogo, dizer que jogo é um jogo... enlouqueço a minha própria razão com minha incoerência gritante de mutações surreais intermináveis.



Somos os deuses de nossa realidade, criamos as pessoas que estão a nossa volta, criamos uma visão sobre elas, sobre o que nos cerca, sobre o que é bom, o que é ruim e principalmente criamos a nós mesmo, com nossos adereços, fantasias, sonhos, falas, nossa platéia, nosso ritmo, nosso mundo. Temos o poder de criar deuses, temos o poder de criar não acreditar neles, temos tanto poder que nos tornamos fracos. A indagação do que queremos é um stigma que carregamos e temos que suportar. A realidade é um mundo de sonhos, onde tu pode acontecer, o surreal é isso, acreditar viver um sonho que acreditamos ser realidade, ou uma realidade que acreditamos ser um sonho, ê laiá, o mundo que criei é imenso como o cosmo, sou uma fagulha na frente dele, mas apenas um singelo movimento meu o transforma, fazendo o caos e a beleza, o feio e o bonito, o amor e o ódio, todas as dicotomias possível até chegar no 'legal e estúpido.'





Saudações Estúpidas e Surreais

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão



Fernando Pessoa


Saudações de um familiar em uma estação de trem

Um dos maiores arquétipo da dor do homem é sempre a nostalgia, lembrar momentos inesquecíveis e únicos que não poderemos voltar, pessoas que partiram que nunca vamos poder reconquistar, amigos que já se foram e nunca mais veremos, tempos de escolas onde vivíamos em grupinhos que nunca se separavam e que hoje são como desconhecidos, amores que se apagaram em nós ou em outra pessoa, é muito doloroso lembrar disso, é doloroso saber que felicidades sempre possuem prazo de validade.


A incapacidade humana de não se conformar em ficar só, é ter sempre que precisar de outrem para que nos ajude a completar nossas felicidades e desejos, pois afinal sem elas quem seriam os espectadores das nossas felicidades e realizações? Por que é tão delicioso e angustiante a nostalgia? Acredito que é pelo nosso medo de não conseguir obter uma felicidade igual no futuro, já parou para pensar que o momento que mais refletimos sobre as alegrias do passado, é exatamente nas tristezas do presente.





A dúvida do porvir é o culto que fazemos do passado, nisso seguimos nossa peregrinação buscando fazer do presente, nunca o presente, mas sim as emoções do passado como o mapa da trilha do futuro. Isso é importante quando extrairmos dele experiência para não errarmos novamente, só que a maior parte dessa idealização nostálgica é o que nos aprisiona e paralisa na busca de caminhos desconhecidos.
 


A dor que mais sinto quando alguém vai embora se tornando nostalgia, são a de amigos, como é bom saber que temos amigos que são como irmãos, que no dia em que todos nos julgarem, esse amigo vai estar alí do teu lado dizendo que nada interferirá em seu amor, isso é mais lindo para mim do que o amor homem conjugal, eles são a parte de um todo que segue com você, que faz do presente a alegria, da nostalgia lembranças de dias tão bom quanto o presente e principalmente a esperança que no futuro essa amizade realizará vários sonhos em conjunto.


Obrigado amigos que já não estão comigo, mas permanecerão sempre em minhas belas nostalgias e os amigos que tenho certeza que junto comigo me ajudarão a sonhar e fazer que a nostalgia no futuro seja o riso delicioso do agora. Amigos verdadeiros! Os amo com a imensidão do oceano e com o brilho reunido de todas as estrelas.


Mais uma vez, novamente, sempre e eternamente, esse lindo poeta que me inspirou nessa postagem e colocou em poesia o sentindo de amar o que temos e que já não temos.


Fernando Pessoa - Dedicatória aos Amigos...

Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Até que os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos vão ver as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! "

Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.


E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes desde aquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida te passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"



ps.: A todos os meus verdadeiros e inesquecíveis amigos dedico esta postagem, aqueles que sempre respeitaram minhas diferenças, que relevaram meus momentos de furor, que se mostraram prestativo na minha dor, que me acompanharam em momentos de alegrias, que foram rudes em dizer o que fiz de errado, que ficaram triste quando algo na minha vida não deu certo que jubilaram com minhas vitórias... a vocês ofereço essas humildes palavras, mas se pudesse, por cada um de vocês compraria o mundo dos sonhos, onde nele vocês poderiam realizar qualquer desejo. Finalizo dizendo o clichê humano mais lindo de se ouvir. Amo vocês.

Saudações amigáveis e nostálgicas

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Contato: wesley_diogenes@hotmail.com Quero explicar que o nome alquimista do saber vem da ideia de uma busca constante do conhecimento e do aprendizado, é como se fosse um aventureiro em busca de uma dialogia de filosofias para chegar a um determinado conhecimento, o nome do blog não passa de uma analogia e não se configura como uma prepotência da minha parte.

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