Alquimista do Saber

“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.” Fernando Pessoa

Nesse momento a única coisa que consegue ter um pouco de razão e ainda de forma mal feita é a construção desses verbetes chatos que fluem de forma espontânea, sem idéia central, sem tema, sem título, apenas um desabafo mental de um turbilhão de pensamentos angustiantes, a força deles são tão grandes que a expressão do meu rosto lembra muita a de uma criança perdida em uma multidão, transtornada por ser perder dos pais e sem saber para onde ir.


Ainda consigo balbuciar palavras, testei agora a pouco um sussurro qualquer para ter a certeza que não fiquei mudo, estou apenas sendo tomado por um silêncio de introspecções eloqüentes e polifônicas. Nada de conversar, nada de ouvir, nada de gritar, nada de cantar, silêncio, muito silêncio.

Minha voz bucólica que sussurra de forma pura e inocente amores e felicidades transcendentes também está contaminada pelas as mesmas angústias de sempre: se descobrir e entender o mundo. Ela é irritante e carrega consigo a falta de bom senso, de alteridade, de ingenuidade. Eu preciso do silêncio dos sábios, aqueles que olham, continuam olhando e quando se cansa de olhar percebem que por mais que tenha avaliado por completo o objeto visualizado concluem que é impossível tirar alguma definição, só conjecturas. 


Não somos mais aquela criança que desmonta um brinquedo para descobrir como ele funciona porque na maioria das vezes que fazemos isso acabamos sem saber como remontá-los e fazê-los funcionar novamente, ou mesmo, não gostamos mais deles, já o descobrimos!


 O silêncio gritante de vários dias continua e por fim posso finalizar esses devaneios verborrágicos e incongruentes nessa madrugada do dia 08 de agosto, onde nesse momento abro a janela do meu quarto que antes estava na total penumbra e solenemente vejo surgir o sol acompanhado do canto dos pássaros da mangueira da casa do vizinho. Sigo observando e avaliando os efeitos da introspecção interminável da ‘madrugada silenciosamente gritante’. Tive a honra de permanecer em silêncio para devorar o livro ‘Rebeldes Brasileiros (Educadores que desafiaram dogmas)’ foi um bom passeio reflexivo e de muito aprendizado por três grandes intelectuais: Paulo Freire, Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro. O livro conseguiu ser um bom paliativo, mas por ser edição de bolso durou apenas duas horas, o restante como sempre foi preenchido pelo o que o cérebro cheio de THC e com carência de serotonina ia imaginando aleatoriamente sem conseguir em um único segundo sequer um pouco SILÊNCIO.
 ps.: "Custei a compreender que a lealdade que devemos é à busca da verdade, sem nos apegarmos a nenhuma delas" Anísio Teixeira

Saudações Silenciosas Gritantes a Todos.

Dedução

Não acabarão nunca com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.
Vladimir Maiakóvski

643 dias é tempo necessário para você conhecer belezas naturais inefáveis, viajar o mundo todo, apreciar um pouco da cultura chinesa, da espiritualidade indiana, é tempo necessário para você aprender uma nova língua, de você aprender a soltar de paraquedas, de conseguir vencer uma revolução e diria até que é tempo suficiente para você se curar de uma doença grave ou um estágio terminal seja ele de origem física ou psíquica. Mas que tal falarmos do que poderia vivermos em um tempo maior que 600 dias com o amor , companheirismo e persevarança.


Em 30 dias vc e a outra pessoa podem provar que existem causalidades que são maiores que a própria imaginação e construções pragmáticas de um caminho fácil, é possível vivenciar nesse interstício coisas tão novas pela nossa razão e sentimento que de vez é possível visualizar coisas extraordinárias que nem nos perguntamos se são verdadeiras ou reais apenas olhamos e sorrimos com aquela sensação de que apreciamos, nos encantamos e nos alucinamos com a mesma intensidade, em um mês nos descobrimos aos poucos e abrimos várias portas de acesso exclusivo que dentro delas somos apenas duas crianças felizes e livres enlouquencendo sobre a alegria imensurável de podermos ser nós mesmos um com outro.


Em 150 dias resolvemos navegar com o nosso barco já construído pelo o tempo e preparado para suportar e vencer o mar. Nos aventuramos nessa caminho por acreditarmos que poderíamos ir além do que os nossos olhos podiam alcançar, queríamos novos mundos e sonhos e empenhados nisso navegamos de forma despreocupada pelo o mar que com sua imensidão e força e se aproveitando das fraquezas geradas pelas as tempestades que já havíamos vencido insiste ferozmente até destroçar nosso barco e com sua voracidade invejosa nos separam em duas ilhas diferentes do caminho da nossa navegação conjunta. 


358 dias esse é o tempo que nos alimentamos das nostalgias dolorosas e sobrevivemos de coisas superficiais, simplórias e paliativas para remontar algo que sabemos que só quem conhece a bussóla para nos colocar nos direcionamento correto de uma navegação sincera de amor é capaz. É preciso novamente reecontrar quem possui o mapa do seu bem estar amoroso, é preciso enfrentar os mares até a outra ilha e ter a intrepidez suficiente de vencer as barreiras do orgulho para conquistá-la e convencê-la de que é possível novamente navegar e que dessa vez nossa embarcação não só possui mais beleza como é mais experiente e forte para vencer os leviatãs fantasmagóricos de desentendimentos e brigas, e que o único vento das nossa velas a partir de agora é a nossa peregrinação sentimental para o bem-estar interpessoal.


643 dias vivendo tudo isso e ainda assim seguimos apenas sonhando e deduzindo o que é o amor e de uma forma singela seguimos nos completando no corpo que entende com maestria os sinais dos nossos desejos e aspirações, prosseguimos juntos tentando compreender e respeitar os códigos da convivência. Vivemos sobre o combustível e a esperança dos sonhos que ainda podem ser realizados e o que ainda não fez pularmos ou desistir do barco nas tempestades de rancor e das mazelas que surgem no caminho é a certeza de que possuímos um amor puro e intenso que acreditamos ser o sentimento verdadeiro dos felizes, nisso vamos navegando e multiplicando os dias, com brigas, beijos, carinho, respeito, raivas, angústias, sorrisos, choros, remorços, arrependimentos, sonhos, desejos, dependência, companheirismo, intimidade e principalmente uma efervescente e incontrolável vontade de sempre estar um do lado do outro.

Saudações aos Navegantes do Amor!

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Acabo de assistir o filme Oração ao Bobby, um filme que retrata a angústia de um jovem de 16 anos que se assume como homossexual, passando assim a sofrer pressões psicológicas e familiares sobre sua escolha, não resistindo a pressão se suicida. Um filme realmente comovente e bem esclarecedor sobre questões religiosas e de aceitação familiar gêneros. A muito tempo faço reflexões sobre questões homossexuais e aproveitei o ensejo e a inspiração para publicar algumas linhas.
Sempre me surpreendi com a força psicológica dos homossexuais, os vejo como pessoas corajosas, simpáticas, animadas e bastante perseverantes naquilo que almejam e desejam, vide a quantidade de homossexuais bem sucedido mundo a fora. Vejo-os assim por analisar o que eles enfrentam diariamente em seguir sua sexualidade que aos olhos de uma grande maioria é algo completamente absurdo, bestializado, demoníaco, anormal ou até mesmo um mal social, e mesmo com toda essa visão estúpida de uma sociedade imbecil que traz no seu cerne preconceitos, discriminações, julgamentos e ódio durante décadas, enfrentam com muita dignidade e orgulho sua opção  de viver como escolheram, do que possui vontade de ser e não se adaptar aos fantoches de modelo do bom homem da família cristã, eles são verdadeiros questionadores do ‘status quo’ que sempre foi injusto, perverso e destrutivo. 

Até mesmo eu por respeitar e ter vários amigos que são homossexuais sofro preconceitos e questionamentos sobre minha sexualidade e isso não me incomoda, afinal pensam tantas coisas equivocadas ao meu respeito que se fosse me incomodar com isso acabaria me tornando igual aos que falam.
Conheço várias pessoas que não relacionam com o homossexuais por receio desse preconceito e simplesmente perdem a oportunidade de conhecer pessoas magníficas, inteligentes que traduzem em sua escolha sexual algo que dificilmente conseguimos, ser nós mesmos!

Sei que falo muito de preconceito, mas é que sinto uma ojeriza terrível dessa visão arcaica e pobre das pessoas em relação ao que é diferente delas, acredito que a sociedade tem medo de reinventar-se, ela tem receio de sair do seu comodismo e do seu mundo preto e branco, não consegue pintar o meio social de várias cores, que sempre trazem uma mescla viva, bonita e enriquecedora com as diferenças e escolhas individuais.
Acredito que somos deliciosamente diferentes, uma mistura de gostos, de desejos, de sonhos, de medos, somos brancos, somos pretos, somos mulheres, homens, somos vários sabores e aromas, somos juntos cores vivas que pincelam com primor a existência, tornando-a muito maior e mais bela que o preto e branco do desrespeito e da intolerância.

Se um homem marcha com um passo diferente do dos seus companheiros, é porque ouve outro tambor.
Henry Thoreau


Saudações Coloridas a Todos.

Em algum lugar da estrada sinuosa da minha vida perdi a chave do motor que faz funcionar meus sentimentos, como não uso muito ele, por demasiado tempo não senti sua falta, somente em um dia que dormia e meus sonhos foram invadidos por lembranças de como era bom esse motor funcionando, que me dei conta que não é possível caminhar sem a intensidade que os sentimentos pode proporcionar... o motor funcionando há uma leveza, uma sensação de conforto, devaneios recíprocos, alegrias passageiras que apesar de serem efêmeras docemente se repetem. Percebi que era muito importante dar meia volta e procurar novamente aquelas águas turbulentas e dar um mergulho de sonhos esperando tomar banho no mesmo rio de antes, que de algum jeito mágico parou no tempo na espera de que algum dia eu pudesse voltar e banhar-me nele novamente.

Quando perdi essa chave caminhava por vielas perigosas e lugares inóspitos onde tudo era muito escuro, atacado pelo medo de sofrer desliguei meu motor e joguei a chave fora, preferi caminhar no frio, pois tinha receio de cair do penhasco, preferi passar fome do que dividir o meu eu com alguém. Escolhi caminhar sozinho pois minha desconfiança de tudo me fazia imaginar que em algum momento ia ser empurrado cruelmente para o abismo, aquele mesmo abismo que um dia já passei e não quero voltar... Por continuar subindo sem parar a montanha, escalando, vivendo de extremos e paliativos não me preocupei com a chave, afinal queria subir e subir, subi à toa, cheguei em uma determinado ponto que somente tendo a leveza e a força que o motor de sentimentos proporciona poderia continuar caminhando. Era preciso resgatar a chave.


Dizem os que não sonham que mesmo encontrando o rio de antes jamais conseguiria tomar banho novamente nele, mas o que importa, mesmo que não seja o mesmo rio, mesmo que não seja mais possível eu entrar por causa da fúria de suas águas, relembrar a paisagem em volta dele e sentir novamente o barulho das suas águas vai ser recompensador, será revigorante e é nisso que eu acredito, sendo assim não tenho pra que continuar caminhando para um ponto luminoso em um horizonte desconhecido é bem melhor voltar para tentar ver novamente aquela paisagem que de alguma forma eu nunca mais consegui encontrar... Não vai ser difícil eu voltar, basta seguir os passos dos erros, relembrar as paisagens dos bons momentos, virar a esquina do orgulho que enfim encontro o bosque do renascimento.


Como o rio

aqueles homens

são como cães sem plumas

(um cão sem plumas

é mais

que um cão saqueado;

é mais

que um cão assassinado.

Na paisagem do rio

difícil é saber

onde começa o rio;

onde a lama

começa do rio;

onde a terra

começa da lama;

onde o homem,

onde a pele

começa da lama;

onde começa o homem

naquele homem. 

João Cabral de Melo Neto


Saudações apenas Saudações a Todos!

Olá Cosmo gostaria de lhe pedir algumas coisas e espero que você me ajude a consegui-las, começo pedindo um dia de silêncio apaziguador, pois esse barulho da modernidade torna insensível os ouvidos que escutam a mim mesmo. Queria também, se não for pedir muito, que se apague as lâmpadas da superficialidade humana no anoitecer, para que eu consiga visualizar melhor a essência das estrelas falantes ou até mesmo entender a escuridão das nuvens negras que escondem o luar. Gostaria também que as paredes do meu quarto sem cores ganhem a alegria de boas lembranças para que no despertar do novo dia tenha a certeza que meus sentidos estão sintonizados com a tranquilidade dos esperançosos.


Quero que você me ajude a caminhar pela rua absorto em pensamentos das coisas que estou vivenciando e soltar aquele sorriso doce de contentamento, quero ser indiferente a tudo, especialmente aos ferimentos causados pelas as pessoas que me cercam, quem sabe sendo indiferente por estar feliz, consiga não ter receio de fechar os olhos com medo do que vou pensar ou refletir. Quero que as noites que esteja acompanhado dos amigos sejam todas completas de sorrisos e momentos inéditos. Que a doce sensação de ser surpreendido esteja sempre a minha volta e que quando eu me sentir só tenha a sorte de receber aquela mensagem de texto dizendo que algo seja um livro ou filme fez a pessoa lembrar de mim.


Por favor sicronize meus ponteiros do tempo e do amor tirando assim da minha rota de vida o passado, o presente e o futuro, que seja só o viver e um viver harmonioso que faça inveja aos pássaros que cantam e voam, me faça sentar em um banquinho de praça fumar um cigarro e esperar tranquilamente pela formações de nuvens que derramam gotas de alegrias, quero uma tempestade de bons momentos, pois sei que vou correr como uma criança chutando poças de água sobre essa chuva de realizações. Me ajude de alguma forma eliminar as mazelas da minha alma.

Me permita uma tarde olhar pela janela do meu quarto e ver no horizonte o sol que se põe, a finalização de um dia maravilhoso e a chegada da noite de prazeres a dois, de gemidos de sastifação, de gozos e sonhos que se mesclam fazendo renascer constantemente a vontade de viver, trazendo a força para enfrentar qualquer coisa que o acordar trará. Por fim Cosmo eu quero apenas caminhar nas estradas sinuosas com vitalidade e quando me cansar não pare no meio do caminho, mas seja gentilmente levado nos braços de alguém que me ame. 

Me ajude a conseguir isso cosmo.

Saudações de Fé a Todos

Eu encontro sempre nas minhas noites insones, que são acompanhadas de reflexões sobre minha procura da felicidade, a musa florida com vestido longo, que sempre muito sorridente e com um jeito meigo sussura no meu ouvido que está bem próxima de mim e que chegará para me aconhegar com seu abraço que cura as mazelas da alma, com beijos que acalmam os traumas e consegue escrever novas páginas de felicidade. 

Ela é tão doce que tento falar baixinho quando conversamos com medo de machucar seu ouvido que sempre me escuta tão bem, ela é calma, madura, sorridente, reservada, tem uma inteligência analítica e crítica que lhe é própria e de modo algum foi copiada. Ela me diz que quando nos vermos iremos caminhar de mãos dadas pelos lugares mais secos e sem vida para tornar-los arborizados e cheio de vida, pois segundo ela, nosso amor irá transbordar sementes que fazem funcionar as coisas boas do universo.

Infelizmente só consigo encontrá-la nos momentos difícies e entorpecidos, tento de todas as formas encontrá-la com os olhos abertos, mas as paisgens que as cercam quando estou lúcido estão contaminadas com o orgulho e os pré-julgamentos, estão sujos com as amarras do passado e bloqueados para ver o horizonte das esperanças e do novo, eles estão cansados com as imagens repetidas e viciantes do que não voltará, eles não conseguem se emocionar com as belezas naturais, pois se tornaram cinzas devido ao fogo dos incêndios da inflexibilidade.

Somente com os olhos fechados a vejo melhor e me torno mais bonito, diria até que um pouco mais feliz e verdadeiro, de olhos fechados, somente eu e ela dançamos sobre o pátio dos sonhadores com  as nossas utopias reluzentes gritando que é possível... caminhamos sobre aquele ar puro, que somente nosso subconsciente respira, tendo assim a certeza de que nos amamos na dimensão surreal sustentada pelo  meu corpo que está imóvel, cansado e bêbado idealizando o amor que nunca teve.


Saudações Repleta de Amores Esquizofrênicos

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Wesley Diógenes

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Contato: wesley_diogenes@hotmail.com Quero explicar que o nome alquimista do saber vem da ideia de uma busca constante do conhecimento e do aprendizado, é como se fosse um aventureiro em busca de uma dialogia de filosofias para chegar a um determinado conhecimento, o nome do blog não passa de uma analogia e não se configura como uma prepotência da minha parte.

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Citações

Brilhar para sempre,

brilhar como um farol,

brilhar com brilho eterno,

gente é para brilhar,

que tudo mais vá para o inferno,

este é o meu slogan

e o do sol.

Vladimir Maiakóvski


Os que mais amam são os mais egoístas - Dostoiévski


Já dizia Dostoiévski em os Irmãos Karamazov: "SE DEUS não existe e a alma é mortal, tudo é permitido"


"A memória do coração elimina as más recordações e magnifica as boas, e graças a esse artifício, conseguimos superar o passado." Gabriel García Márquez


"Um alquimista é aquele que vive sua lenda, Desbrava o desconhecido, que sabe que para chegar ao impossivel tem que caminhar por caminhos impossiveis. Brilha sua luz!Sua individualidade coletiva questionadora. Vamos nessa! Navegar é preciso." Clenilson Batista

Viagem Sensorial

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Nas busca irreal do real, vivemos a loucura como o refúgio de não conseguirmos jamais nos adaptarmos à normalidade.

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