Alquimista do Saber

“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.” Fernando Pessoa

"Somente quem conhece um sorriso à fundo sabe que nem todo palhaço é feliz"

Eu venho através deste post falar sobre minha fascinação por palhaços. Acredito muito que eles possuem algo muito especial, distinto e sublime, pois eles magistralmente conseguem trazer o riso à várias pessoas e concomitante a isso segurar o choro que borbulha por dentro de si. Mesmo com suas dores e sofrimentos fazem a alegrias de muitos, mas por incrível que pareça eles não conseguem dar um riso se quer que não seja forçado por sua maquiagem. Creio que essa maquiagem tem uma magia especial, elas são capazes de transformar as marcas de dor de um rosto triste em uma aparência de alegria, alegria essa que parece ser interminável naquele imenso sorriso.


Vemos em um palhaço a ingenuidade, a simplicidade e a fraqueza de um ser, que apenas faz os outros sorrirem e se animarem. Já eu acredito que eles são simplesmente sagazes, maquiavélicos e muito espertos, além é claro de muito inteligentes. Eles possuem uma dualidade única, são dúbios em tudo. Conseguem ser o sorriso na máscara e a tristeza no coração, consegue enganar multidões fingindo ser a pessoa mais engraçada e feliz do mundo.



Realmente ninguém acredita, mas acredito que possa existir a tristeza em um palhaço, acredito que eles vivem suas próprias realidades e criações e que fazer os outros sorrirem é o modo de não se perder no abismo do choro, fazer os outros se alegrarem é a forma que eles encontram para não sucumbirem e entrarem no esgotamento da vida.
Nós vivemos isso diariamente sempre que buscamos fazer os amigos, as amigas sorrirem, mas será que isso não seria um subterfúgio e porque não um sub-reptício que usamos para aliviar nossas tristezas que nós mesmo não vencemos sozinhos, sendo assim preciso nos tornarmos palhaços?



Desde pequeno eles sempre nos encantaram e nunca deixamos de rir das suas brincadeiras que sempre nos fazia "chorar" de rir, suas calças coloridas, suas perucas, seu rosto pintado, seu nariz vermelho, sua inteligência sarcástica, sempre foi algo que ficou com uma imagem eternizante da alegria. PALHAÇO = FELICIDADE

Mas aí, acaba o espetáculo e mais uma vez lá vai o palhaço fazer tudo novamente, a TV o coloca em filmes, em festas de criancinhas ou até mesmo em maravilhosos circos.

Será que poderíamos fazer uma analogia da vida de um palhaço com as nossas vidas?
Primeiro de tudo todo palhaço tem uma verdadeira face que não é a de um palhaço, ou seja, ele tem uma personalidade, um modo de ser e de pensar, mas pensemos, quantas pessoas não preferem ficar com a maquiagem porque assim terá uma aparência mais agradável sendo dessa forma mais aceito. É preferível pintar-se e usar algo que agrade a todos?

Já parou pra pensar que essa maquiagem nos cerca a todo dia, a toda hora e a todo momento, quando temos que contar piadas ou mentiras para que assim o público que nos cerca possa rir. Será que um dia conseguiremos tirar a maquiagem e sermos realmente quem somos independentes de risos ou choro. Seremos o tão sonhado Super-Homem de Nietzsch ou continuaremos sendo os Ordinários de Dostoiévski? Ou melhor, continuaremos sendo palhaços de uma vida de maquiagem e superficialidade, seguindo a lei do bom costume sendo sempre simpáticos, mesmo sabendo que há pessoas que merecem nosso total desprezo?

Teremos que fazer palhaçadas e fírulas para que o público que nos rodeiem gostem de nós? Temos que ser aquele cara legal, que conta uma boa piada, pra sermos considerado uma pessoa boa e agradável?

São perguntas embaraçosas, a única resposta que consigo encontrar é uma, pessoas mentem, pessoas usam máscaras, e pessoas não são confiáveis. A Bíblia já dizia "tolo é o homem que confia no homem".


Solução?


Acho que podemos continuar sendo um palhaço, se é pra usar máscaras que usemos máscaras, se é pra ser maquiavélicos que sejamos maquiavélico, vamos seguir a onda que a correnteza do barco nos levar.

Hoje o mundo nos ensina a sermos palhaço desde criança.

A vida sempre quer nos fazer palhaçadas, o destino sempre quer rir da nossa cara, quer que sejamos o palhacinhos e marionete dele com suas leis básicas de bons costumes.
O que tenho absoluta certeza, é que realmente tudo é uma palhaçada, minhas palavras são uma palhaçada, minhas idéias, meu blog, meu pensar, minha vida e o mundo. Se tudo é uma palhaçada que Comece o Espetáculo da Vida


Está com pena dele? Será que sua cara de pena não possui um pintura de palhaço, com peninha de uma pobre criança?

Os que mais amam são os mais egoístas - Dostoiévski.


Sentimentos de pena e caridade é algo que temos justamente pra alimentar nosso próprio egoísmo, para sentirmos que não somos vazio e que ajudamos alguém.


Uma dica: Continue sendo um palhaço que o circo da vida vai te receber bem.

Um conselho: Não tire sua maquiagem o mundo vai querer te banir, e você sofrerá todos os tormentos que alguém que não sorrir pode sofrer.




SONHOS DE UM PALHAÇO


video


Ps.: Conheça nesse álbum do meu orkut o INCRÍVEL CIRCO SURREAL FALIDO

http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=15870678113570768391&aid=1208810514


Mais uma madrugada insone me assola e novas mensagens vão sendo produzidas no meu barco!

Tempestades continuando querendo destroçar meu barco... Só que felizmente a deusa Atena está do meu lado e vem nesses dias me dando algumas alegrias e vem trazendo paz e segurança ao meu cansaço diário na luta contra essas retaliações do mar da vida...

Esses dias tive uma das piores tempestades possíveis, os deuses contrários a minha navegação utilizaram toda sua força possível para me destruir... Com isso usaram tubarões tenebrosos, marés inefáveis, trovões amedrontadores e raios dos mais variados...

O barco quase não resiste, quase não tenho forças pra essa investida, quase me joguei ao mar para buscar o descanso e a calmaria do fundo do oceano, mas nessa nova tempestade, por um momento sofri um relâmpago fortíssimo que clareou os meus olhos e me fizeram ver ter uma visão da coisa mais linda que já vi nesses meus 20 anos de vida, por alguns segundos essa imagem me fez ter a esperança que não estarei mais só nesse barco, que a fechadura que impedia minhas intenções de isolamento se abriram e que minhas proteções sentimentais se destroçaram...

Essa nova visão de esperança e alegria fizeram eu ter um novo ânimo para querer continuar navegando, essa visão esperançosa e utópica foi como um alívio imediato, como uma insulina injetada em meu sangue, me fez ter a sensação que enfim uma vez na vida todas as proibições do meu ser para que eu possa navegar junto com alguém se destroçaram de forma benéfica e satisfatória. Senti uma energia muito forte me aquebrantando por dentro e me dando a certeza que se conseguir chegar a luz que esse relâmpago me mostrou, certamente conseguirei ter mais forças pra navegar e valentia suficiente pra vencer qualquer monstro marinho que aparecer pra derrubar meu barco...

Mesmo com essa visão inovadora que tenho me pergunto com medos e inseguranças... Será que conseguirei fazer com que essa imagem esperançosa chegue até o meu barco? Será que essa imagem não foi apenas uma ilusão de ótica? ou será (em uma visão otimista) que conseguirei conquistar essa nova visão e fazer com que ela se arrisque a navegar junto comigo?

Realmente é muito difícil ter alguma certeza! Pode ser que estive sonhando no momento que vi surgir essa imagem, pode ser que as mazelas que estão impregnadas em mim, tenham afetada meu bom senso e feito eu ter delírios de um alucinado. Pode ser que tenha gerado uma utopia quimérica do nível mais avançado... Mas quem sabe também Afrodite tenha se aliado com a deusa Atena e tenha realmente enviado essa ajuda mais que necessária ao meu barco quase destruído...
Agirei com cautela e paciência afinal de contas estou em uma luta injusta e desleal, tentarei agir com sabedoria e instinto, usarei vanguarda que precisar e a loucura que for necessária, mas buscarei conquistar e trazer essa belíssima utopia pra navegar comigo.

Sinto algo inexplicável e amedrontador, será que essa não é uma armadilha que os deuses me colocaram pra me destruir ainda mais? ou será que realmente é algo enviado pelas forças celestes com uma nova força pra recuperação do meu barco?

Será que finalmente conseguirei me ajoelhar aos pés de Eros?

As perguntas por mim feitas sempre ficarão sem resposta pra mim e pro mundo! Serão apenas incógnitas de um futuro imprevisível.

Usarei a frase de Saramago (Tenha calma, mas não perca tempo) pra tentar conquistar e chegar nessa visão ofuscada que esse relâmpago me proporcionou. Se foi delírio, sonho, utopia, quimera, enganação do mar, vertigem, loucura, isso só o futuro me dirá e por enquanto fico apenas com algumas conjecturas ínfimas.

Minhas investidas nessa visão serão regadas de bastante proteção e segurança, tentarei ser cauteloso e prudente, pois um presente desses seria uma sorte muito grande para alguém que ultimamente não sabe o que é isso.

Minha maior maluquice não se compara ao medo que essa visão me dar, mas ao mesmo tempo ela surge como uma solução pra todos os meus problemas...

Em breve saberei o que foi o que relâmpago me mostrou, se achar necessário contarei...

No mais estou indo embora... Entenda o que quiserem!


Saudações reluzentes a base de relâmpagos a todos!

Gabriel García Marquéz

Algum tempo tive a imensa felicidade de conhecer esse excelente escritor colombiano ganhador do prêmio nobel de literatura em 1982 pelo um incomparável livro chamado Cem Anos de Solidão. Esse belo escritor foi responsável pelo novo estilo de literatura chamado Realismo Fantástico ou Realismo Mágico. Gosto de chamá-lo de escritor dos sentimentos humanos. Agraço meus navegantes com esse conto fantástico. Espero que gostem, deixo alguns fragmentos do conto e no fim o download completo dele, espero que leiam!

Abraços marítimos do barquinho da vida.


O Verão Feliz da Senhorita Forbes.

- Não é por isso - disse meu irmão. - É que tenho medo de ter medo...

... Foi como se tivesse atirado na mesa uma granada de guerra. A senhora
Forbes ficou pálida, seus lábios endureceram-se até que a fumaça da explosão
começou a se dissipar, e as lentes de seus óculos embaçaram-se de lágrimas.
Depois tirou os óculos, secou-os com o guardanapo, e antes de se levantar
colocou-o em cima da mesa com a amargura de uma capitulação sem glória.

- Façam o que quiserem - disse. - Eu não existo.
Trancou-se em seu quarto às sete. Mas antes da meia-noite, quando
supunha que já estávamos dormindo, a vimos passar com a camisola de colegial
levando para o dormitório meio bolo de chocolate e a garrafa com mais de
quatro dedos do vinho envenenado.
- Coitada da senhora Forbes - falei.
Meu irmão não respirava em paz.
- Coitados de nós, se ela não morrer esta noite - disse...

Este são fragmentos desse conto enigmático. Pra quem quiser apreciar a leitura completa desse conto de apenas 8 páginas, garanto que não se arrependerá. Ele traz mensagens obscuras e surreais de uma vida misteriosa e coagulante da Senhorita Forbes. Pra quem quiser se saciar com essa leitura basta baixar esse link do download abaixo.

http://www.4shared.com/file/17516230/3898dc17/Gabriel_Garcia_Marquez_-_O_Verao_Feliz_da_Senhora_Forbes_-_revisado.html?s=1

Amigos navegantes!

As tempestades estão muito fortes e chuvas impedem que possa rabiscar novas palavras, enquanto isso, vou postando poesias, que a cobertura está cheio de buracos no meu barquinho e assim não permite que no momento ue escreva! Quando a chuva estiver mais serena, escreverei novamente.

Enquanto isso... claro poesias de Maiakovski (não sou muito ligado em poesia, mas esse poeta escreveu pra mim e em homenagem a ele publico quando posso suas lindas palavras)

ESTRELA



Escutai! Se as estrelas se acendem
será por que alguém precisa delas?

Por que alguém as quer lá em cima?
Será que alguém por elas clama,
por essas cuspidelas de pérolas?
Ei-lo aqui, pois, sufocado, ao meio-dia,
no coração dos turbilhões de poeira;
ei-lo, pois, que corre para o bom Deus,

temendo chegar atrasado,
e que lhe beija chorando
a mão fibrosa.
Implora! Precisa absolutamente
duma estrela lá no alto!
Jura! Que não poderia mais suportar

essa tortura de um céu sem estrelas!
Depois vai-se embora,
atormentado, mas bancando o gaiato
e diz a alguém que passa:
"Muito bem! Assim está melhor agora, não é?
Não tens mais medo, hein?"

Escutai, pois! Se as estrelas se acendem
é porque alguém precisa delas.
É porque, em verdade, é indispensável
que sobre todos os tetos, cada noite,
uma única estrela, pelo menos, se alumie.

Vladimir Maiakóvski

A antropóloga Helen Fisher da Universidade Rutgers, especialista em cérebros apaixonados, explica a semelhança entre se apaixonar e consumir drogas.

Leia essa interessante matéria feita por Marcela Buscato do site globo.com, e tente compreender os processos neurocerebrais de uma paixão. Vale a pena conferir "apaixonados".

Abraços marítimos!

Clique no link abaixo e veja a entrevista.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI20963-15295,00-HELEN+FISHER+A+PAIXAO+E+UM+VICIO.html

Há muito tempo pensava em escrever em um blog, mas ao mesmo tempo lembrava que não gosto de escrever e sim de ler, mas como me aconselharam muito a expor um pouco das minhas idéias resolvi entrar nessa onda. Minhas idéias podem ser um pouco metódicas vcs podem dizer, um pouco obsoletas, porém são idéias e delas faço minha história e minha trajetória nebulosa.

Diria que tudo na minha vida começou com a aventura de dois jovens, um era um anjo e "deus", minha mãe e o outro era um crápula disfarçado de cordeiro. Essa aventura resultou na criação de um pequena criança que foi colocada em um cesta e foi jogada ao mar, no início ele [o mar] teve dó e complacência comigo, me trouxe, alegrias, abrigo, aconchego, se comportou como um bom menino. Ele me fez navegar sem olhar para os lados, ele deixou eu ficar cego apenas pela mediocridade do meu cotidiano e me impediu de fazer qualquer introspecção. Vida pacata, agitada, vida controlada pelo o "senhor" desse barco.

Engraçado o barco cada vez ficou maior e mais forte, o barco começou a fazer os questionamentos da vida, começou a querer buscar mais que apenas coisas simples e objetivas, ele foi fuçar as subjetividades e as conjecturas da vida, foi fazer testes e experimentos como um verdadeiro alquimista.

Foi através dos livros que me tornei um alquimista do saber. Procurei na literatura a verdadeira verdade da vida, as respostas para as perguntas mais complexas, procurei em minhas próprias introspecções saber por onde deveria navegar e por onde encontrar mares e ilhas onde fossem portos seguros para que meu barco não pudesse afundar.

Infelizmente, quando sentia que o meu barco era o que estava mais preparado para navegar e o mais seguro para se viver, onde na minha frente podia avistar belas paisagens, de ilhas lindas e oásis de sonhos, foi que meu barco sofreu uma terrível tempestades que o assolou e estar tentando afundá-lo.


Chegou o momento de eu tentar vencer essa terrível tempestade. Mas perguntas me vêem a mente. Como? como poderei vencer a força do universo e do destino? como tentarei vencer a própria vida e tentar, roubar denovo a vida que esse terrível universo tomou para si? como encontrar o caminho que me leva a navegações tranqüilas? Como? Como?

Essa é minha pergunta, como fazer o palhaço que vive nesse barco não desanimar e ter a esperança de não ver seu barco destroçado?


Como fazê-lo ter forças suficientes para vencer essa tempestade?

Será que posso enfrentá-la sozinho? Ou como os outros precisarei de uma vela metafísica-transcendental e passar a acreditar em algo que não conheço e ter fé em coisas não palpáveis/abstratas e administradas por homens tão vis quanto eu?

O que fazer o palhaço da vida? o palhaço da vida pergunta!


Será que eu mesmo, conseguirei vencer minhas próprias limitações e problemas? Ou serei uma marionete dos conselhos e paradigmas sociais de boa conduta?

Será que posso voltar a ser apenas uma criança que clama por vida?

Poderei continuar o mesmo, depois que saí da caverna e não vejo apenas sombras? Conseguirei reagir aos desafios que essa nova visão de mundo me causa? Terei forças suficientes para saber o que é saber o que é, e continuar sendo o que é?

A vida sempre nos prega peças cada vez mais ousadas e nos quer fazer sorrir, mas também quer nos fazer chorar. Somos um palhaço em suas mãos, só que ela é covarde e não sabe dizer se realmente estamos sorrindo ou se estamos chorando. Sorriso ou Tristeza o que temos?


Conseguirei ser lúcido e real nesse mundo surreal? Conseguirei vencer o tempo da vida? Conseguirei saber onde é o caminho e por onde posso navegar?

Perguntas e mais perguntas, mas quais são as respostas? Você poderia me informar?

Porque quando acordamos do sono desse mundo alienado a vida quer nos perseguir, será que ela tem medo de nós descobrirmos os segredos que ela nos esconde?

Porque nos perseguir tanto? Porque só que tem a capacidade de viver com suas próprias limitações, consegue ser o chamado e denominado o cara "feliz e realizado", porque os que questionam a vida e o mar são aterrorizados?

Porque quando desafiamos a vida e tentamos vencer o mar e atravessá-lo para vencer os nossos sonhos, temos que sofrer as mazelas e tempestades que a vida nos impõem, como Ulisses em sua Odisséia atrás de sua amada?

Até quando ficaremos parados esperando o tempo passar e continuarmos complacentes com ele permitindo que ele faça o que bem quiser com a gente?

Seria mais fácil, viver de forma pacata e alienada e ser o que todos são?! Mas, e se alguém tiver se perdido no mar do conhecimento da vida, como fará pra voltar? Terei que sofrer a solidão, os tormentos da alma e da vida de forma paciente e pacífica?

Serei obrigado a escolher a esquizofrenia e viver só em meu deficiente barco, serei obrigado a ser taxados de louco por apenas tentar descobrir os mistérios da vida?

Terei que pisar em ovos para poder viver de forma diferente e da forma que quero? Sempre serei o amargo da vida, por não querer ser o que ela me oferece? Serei sempre condicionado ao que ela quer de forma silenciosa e calma?

Toda vez que quisermos ser diferentes seremos cognominados de loucos?

São perguntas muitas perguntas e nenhum resposta. Apenas uma crítica profunda à vida, uma crítica profunda ao que é ser humano e viver do jeito que se quer viver sem ser atormentado por esse universo orgulhoso e maldoso.

Basta! Somos ordinários ou extraordinários como já dizia Dostoiévski? Somos Super-homens ou um bando de marionetes de algo superior que nem sabemos o nome e nunca o vimos?

A vida realmente é complexa! E será que um dia poderei eu saber viver de forma alegre e saudável?



Não?
Não?
Não?

A vida sempre dar um não!

O que a vida tem para oferecer de sim?

Somente aquilo que realmente ousamos roubar dela como nessa linda frase de Salomé (enviada pela minha amiga Solene)


Ouse, ouse... ouse tudo!!! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la! Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!!
Lou Andreas Salomé

Lindo simplesmente lindo, mas o que queima dentro da gente é bloqueado por todas as forças que nos retrocederam e fizeram que nos tornássemos apenas os modelos padronizados dessa sociedade enlouquecida.

Tudo é perfeitamente arquitetado... poderia eu ser um Dom Quixote e tentar salvar o mundo e a mim?
Não farei isso, tentarei primeiro me salvar e me proteger, pois sou frágil a esse sistema torturador e ignóbil, sou descrentes dessas fórmulas de convívio social, dessas pseudo-amizades, desses amores fúteis e mentirosos.

Quero encontrar apenas a verdade e quem sou? porque querer saber isso é tão torturante e por querer isso ter que enfrentar Poisedon e Hades em meu pequeno barquinho que ainda mal sabe navegar?

Acho que posso finalizar! Não trazendo soluções, nem novas idéias que podem ser consideradas inovadoras ou fantásticas. Posso apenas me confortar com os pequenos raios de luzes que batem na janela do meu quarto quando a solidão e as torturas do meio-dia me afligem, esses pequenos raiozinhos de sol produzem em meu cérebro serotina, que consegue trazer por alguns segundos uma pequeníssima alegria para que eu possa de forma efêmera sorrir dessa vida louca.

Eu, então, por um raiozinho de sol amarelo dançando em minha parede teria dado todo um mundo. Maiakóvski


Finalizo com o poeta que me apaixonei e me deu várias lições, infelizmente ele não conseguiu suportar as torturas desse universo ingrato e se suicidou.


A Esperança

Injeta sangue
no meu coração,
enche-me até o bordo das veias!
Mete-me no crânio pensamentos!
Não vivi até o fim o meu bocado terrestre,
sobre a terra
não vivi o meu bocado de amor.
Eu era gigante de porte,
mas para que este tamanho?
Para tal trabalho basta uma polegada.
Com um toco de pena,eu rabiscava papel,
num canto do quarto, encolhido,
como um par de óculos dobrado dentro do estojo.
Mas tudo que quiserdes eu farei de graça:
esfregar,
lavar,
escovar,
flanar,
montar guarda.
Posso, se vos agradar,
servir-vos de porteiro.
Há, entre vós, bastante porteiros?
Eu era um tipo alegre,
mas que fazer da alegria,
quando a dor é um rio sem vau?
Em nossos dias,
se os dentes vos mostrarem
não é senão para vos morder
ou dilacerar.
O que quer que aconteça,
nas aflições,
pesar...
Chamai-me!
Um sujeito engraçado pode ser útil.
Eu vos proporei charadas, hipérboles
e alegorias,
malabares dar-vos-ei
em versos.
Eu amei...
mas é melhor não mexer nisso.
Te sentes mal?
Tanto pior...
Gosta-se, afinal, da própria dor.
Vejamos... Amo também os bichos -
vós os criais,
em vossos parques?
Pois, tomai-me para guarda dos bichos.
Gosto deles.
Basta-me ver um desses cães vadios,
como aquele de junto à padaria,
um verdadeiro vira-lata!
e no entanto,
por ele, arrancaria meu próprio fígado:
Toma, querido, sem cerimônia, come!
Vladmir Maikóvski

Saudações Marítimas.

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Contato: wesley_diogenes@hotmail.com Quero explicar que o nome alquimista do saber vem da ideia de uma busca constante do conhecimento e do aprendizado, é como se fosse um aventureiro em busca de uma dialogia de filosofias para chegar a um determinado conhecimento, o nome do blog não passa de uma analogia e não se configura como uma prepotência da minha parte.

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Citações

Brilhar para sempre,

brilhar como um farol,

brilhar com brilho eterno,

gente é para brilhar,

que tudo mais vá para o inferno,

este é o meu slogan

e o do sol.

Vladimir Maiakóvski


Os que mais amam são os mais egoístas - Dostoiévski


Já dizia Dostoiévski em os Irmãos Karamazov: "SE DEUS não existe e a alma é mortal, tudo é permitido"


"A memória do coração elimina as más recordações e magnifica as boas, e graças a esse artifício, conseguimos superar o passado." Gabriel García Márquez


"Um alquimista é aquele que vive sua lenda, Desbrava o desconhecido, que sabe que para chegar ao impossivel tem que caminhar por caminhos impossiveis. Brilha sua luz!Sua individualidade coletiva questionadora. Vamos nessa! Navegar é preciso." Clenilson Batista

Viagem Sensorial

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