Alquimista do Saber

“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.” Fernando Pessoa

Eu encontro sempre nas minhas noites insones, que são acompanhadas de reflexões sobre minha procura da felicidade, a musa florida com vestido longo, que sempre muito sorridente e com um jeito meigo sussura no meu ouvido que está bem próxima de mim e que chegará para me aconhegar com seu abraço que cura as mazelas da alma, com beijos que acalmam os traumas e consegue escrever novas páginas de felicidade. 

Ela é tão doce que tento falar baixinho quando conversamos com medo de machucar seu ouvido que sempre me escuta tão bem, ela é calma, madura, sorridente, reservada, tem uma inteligência analítica e crítica que lhe é própria e de modo algum foi copiada. Ela me diz que quando nos vermos iremos caminhar de mãos dadas pelos lugares mais secos e sem vida para tornar-los arborizados e cheio de vida, pois segundo ela, nosso amor irá transbordar sementes que fazem funcionar as coisas boas do universo.

Infelizmente só consigo encontrá-la nos momentos difícies e entorpecidos, tento de todas as formas encontrá-la com os olhos abertos, mas as paisgens que as cercam quando estou lúcido estão contaminadas com o orgulho e os pré-julgamentos, estão sujos com as amarras do passado e bloqueados para ver o horizonte das esperanças e do novo, eles estão cansados com as imagens repetidas e viciantes do que não voltará, eles não conseguem se emocionar com as belezas naturais, pois se tornaram cinzas devido ao fogo dos incêndios da inflexibilidade.

Somente com os olhos fechados a vejo melhor e me torno mais bonito, diria até que um pouco mais feliz e verdadeiro, de olhos fechados, somente eu e ela dançamos sobre o pátio dos sonhadores com  as nossas utopias reluzentes gritando que é possível... caminhamos sobre aquele ar puro, que somente nosso subconsciente respira, tendo assim a certeza de que nos amamos na dimensão surreal sustentada pelo  meu corpo que está imóvel, cansado e bêbado idealizando o amor que nunca teve.


Saudações Repleta de Amores Esquizofrênicos

10 Comentários:

Bom, muito bom.

Você sempre surpreende. =*

Uoooow! Nossa!... preciso respirar.

muy bueno Diogenes!!!! linda historia

Gracias Jorge, deve ter sido complicado ler em português, pero usted es inteligente.

Amando de olhos fechados
uma leitura muito boa,poesia pura.
ParabensSs !!!!!!
BRISEI na imagem da cadeira,tenho uma identica.
rs

muito bom muito bom! :}

muito agradecido Herbert e Clara :D

Não pude deixar de admirar suas palavras... elas me levaram um mundo intimo que já fazia tempo que não visitava, foi bom passear de novo em meus sonhos... é surreal, é enfeitiçante...
Parabéns pelo talento!

Lalá Ramos fico muito grato e lisonjeado com seus comentário, espero que esse texto tenha sido uma troca de conhecimento e percepções e que ele tenha feito nos dialogarmos com o que entendemos de amar de olhos fechados, volte sempree e espero ter a oportunidade de ler algo seu tbm *-*

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Contato: wesley_diogenes@hotmail.com Quero explicar que o nome alquimista do saber vem da ideia de uma busca constante do conhecimento e do aprendizado, é como se fosse um aventureiro em busca de uma dialogia de filosofias para chegar a um determinado conhecimento, o nome do blog não passa de uma analogia e não se configura como uma prepotência da minha parte.

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