Alquimista do Saber

“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.” Fernando Pessoa

Mais uma vez palavras e pensamentos puros e copiados bombardeiam meus neurônios, reconfortados e vibrantes pela insônia que o benzodiazepínico não conseguiu vencer, as ideias tateiam uma linearidade mórbida e coerente, mas ao tentar sair em palavras se revelam como devaneios de um louco que acha que consegue escrever algo, que a razão e a lucidez consigam saborear com o eterno gozo do 'entender', quero externar nesse texto, o que o interno não consegue compreender e o que a razão do pensar faz enlouquecer (ops, até rimar minha loucura faz brotar) Mas vamos lá, às vezes me prendo a norma didática do escrever, mas às vezes penso que ser certinho em textos seguindo as regras estabelecidas é uma forma de permear a lucidez e é dela que fujo na minha vontade de dormir e no meu sonho de despertar.


Depois dessa incongruente introdução, tentarei exprimir a real intenção dessa postagem, que você possivelmente esteja perdendo seu tempo lendo, não vou escrever de forma indireta, escreverei como se tivesse conversando com você, acho que você pode ter alguma vontade de conversar comigo certo?! Ok, aceitando ou não conversarei com você.

Acho que nesse período comemoro o início do meu declínio psicológico, mas comemoro também o início do meu despertar, acordar, voltar, começar, ressurgir, sei lá, qualquer coisa que termine com 'r' e seja um sinônimo do que quero falar, esse despertar surgiu de forma cautelosa e calculada, até se tornar uma dízima periódica na beira de um precipício de sentimentos involuntários nunca antes sentido, com a liberdade de viajar em um coração vazio, que facilmente poderia ser preenchido com a delicadeza selvagem do amor, sentimento esse que começa sendo real, se metamorfoseia em irreal, chegando ao patamar de surreal com pintadas de psicodelismo gutural de uma voz rouca de pedidos de socorros introspectivos, fazendo assim, uma combustão tão forte que toda a sonolência de vida antes sonhada, dar lugar ao anseio de não querer mais dormir e sim sonhar acordado com a doce emoção de se sentir despertado.

Quem um dia já sonhou chegar ao repouso eterno e querer conhecer o mistério que não foi revelado, se acovardando da realidade enfrentada, buscando a alternativa mais rápida e ágil para superar a dor desconhecida? Você não?! Pois eu sim! Ás vezes faça uma analogia dessa trajetória de vontade de dormir, com a Odisséia, me sentia como o Ulisses enfrentando à ira dos deuses, buscava na direção dos ventos e tempestades a minha rota nebulosa e sinuosa da busca incessante da paz de espírito, mas como encontrar a paz de espírito sofrendo as piores mazelas possíveis? A paz de espírito não era encontrada, mas a força de vencer gigantes era sempre saboreada, o aprendizado de vencer obstáculos impossíveis dentro da possibilidade do meu ser é algo que todos os livros que li e todo ensinamento dado pela condição humana nunca vai conseguir fornecer, somente sentindo e vivendo essa emoção, (que vou logo avisando não é boa e se puder escolher nunca mais quero voltar a sentir ela novamente) você pode abstrair todo esse aprendizado de vida.
Mas como Ulisses, eu tinha a esperança de encontrar o abrigo do destino percorrido e do sonhar nostálgico de novamente poder amar, no meu caso de conseguir amar, essa pode ser uma tarefa fácil para qualquer um, mas não para um lunático que resolve enfrentar os deuses em busca do desconhecido, na petulância voraz de conseguir vencer o próprio EU, delineando no fogo das amarguras a capacidade de se doar e ser preenchido não só pelo meu próprio egoísmo, mas pela troca recíproca de outro ser, que permeia esse EU em forma de sentimento ao ponto de fazer esse EU não ser mais EU e sim um EU mais outro EU pra chegar em um EU que não se conforma com a singularidade de ser apenas só UM [entendeu?] rs.
Acho que a prolixidade novamente afeta meus pensamentos, mas aposto que se você chegou até aqui não vai querer perder o final, mas como sou bondoso, aviso logo, vai ser tão chato quanto o início...
Portanto, acredito que cheguei novamente à margem, que a paz antes procurada e abafada pelas tempestades, se encontra em uma simbiose harmoniosa de viver momentos profícuos e inefáveis em belezas radiantes que a natureza oferece, com a brisa suave de um entardecer que vive a alegria de ter conseguido vencer com perseverança as tempestades que destruía a beleza de boas paisagens lúdicas de um sonho que ainda se faz realidade, esse é o meu despertar, acredito que antes as minhas forças vitais que estavam aos poucos se desligando desse mundo acelerado passam novamente a serem reanimadas, é como ter acordado de um coma ou como de uma hora para outra de forma inesperada e sorrateira conseguir encontrar na minha frente à margem tão desejada pelo meu barco que não suportava mais navegar, é como se o pesadelo do sonho acordado na vontade de dormir se transformasse no sonho acordado de alguém que foi despertado da letargia ofuscante do devir. Na Íza da aurora encontrei o refúgio e lugar onde pudesse repousar, não o sono eterno, mas o dormir sonhando acordado. Já que fui tão incoerente e devasso nesse texto, enfeitá-lo-ei com um pouco de poesia.

Enquanto você dormia, eu aprisionei o vento,
Silenciei os sons da noite, calei os seresteiros
Para que o silêncio embalasse teu sono: Esse é meu lado anjo da guarda.
Enquanto você dormia eu apaguei todas as estrelas,
Desliguei a lua, coloquei vaga-lumes atrás das montanhas
E pedi as nuvens para te embalar; esse é meu lado fada.
Enquanto você dormia encomendei um amanhecer perfeito,
Pedi ao sol para despertar depois de você
E iluminar os caminhos do teu dia...
[no momento ainda não sei o autor dessa poesia]
Sinto que como acordei da vontade de dormir estou com todos os motivos para está feliz, tudo está dando certo, tudo se transforma em paisagens e maravilhosos momentos, com a trilha sonora do amor, mas mesmo assim, o medo de viver ainda continua, as mazelas sofridas voltam como flashes e cada rajada mais forte de vento me atemoriza, algo me persegue como um vírus que ataca a minha melhor função corporal e me paralisa e me faz pensar e pensar, em quando vou ver, não estou pensando em nada e chegando a lugar nenhum, apenas devaneios e devaneios, que muitos diriam que poderia ser uma loucura que quer sempre brotar, o problema é que acredito que na verdade, ela que está sendo amordaçada pela máscara da lucidez que não canso de querer usar.

Saudações Despertada de um Sonho Acordado a todos.

3 Comentários:

Nossa!
Pude enxergar sua subjetividade aflorada. Gosto disso.

Adorei a poesia. São lindas as fotos. Muito expressivas. Mas as palavras, não entendi muito bem.Um tanto confusas, precisarei reler algumas vezes pra entender.

meu bb ta apaixonado e??

uahuahuahuah
cara.. esse post ta otimo, é cansativo... mais ta otimo!

o melhor, ou pelo menos o que eu mais entendi..
nao sei se pq vc fala no amor (vc fala no amor ne? ) coisa que um sentimental como percebe ao ler tal assunto.. ainda mais disfarcado em seu vocabulario tao vasto!

parabens... vc ta chegando ao ponto G!

abraços

=)

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