Um sentir tão poderoso, que as palavras fogem como prostitutas em um bordel em chamas parafraseando Maiakóvski, não vejo uma forma racional de concluir essa postagem, não consigo delimitar um fim, não queria o fim desse sentir atual, queria que pela primeira vez algo fosse eterno e eternizasse esse momento de forma repetitiva e chata, para que os sentimentos nobres sorriam e digam em voz alta em ar sarcástico, eu te disse... realmente incoerências me arrebatam nesse momento e não vou fazer você perder mais tempo com esses devaneios. :D
Uma ótima coisa para viver uma realidade paralela sem ser por meio de funções do sentimento é alteração da combustão do cérebro com composto químicos como a cerveja, é adorável e perturbador viver por algumas horas uma realidade que foge da sua razão métrica e vai se delineando pelos instintos e o subconsciente. QUERO BEBER! hehe.

Fernando Pessoa - 1909
Essa postagem não é um auto-flagelo porque na verdade não me incomodo com a estupidez, não me incomodo com esses horríveis defeitos, o que me incomoda é o fato de não poder externar com atitudes, palavras ou em um texto como sou estúpido, estupidez essa que magoa o próximo, que irrita quem assiste e que fatalmente torna sombrio quem o faz. A dialogia desse texto estúpido com imagens surreais lindas, é o que vivo com minha estupidez, faço belas pinturas mediado pela idiotice, tornando irreal o que sou, surreal o que tento ser e mentiroso o que digo ser. Tudo é surreal, porque tudo é um jogo, ser estúpido é um jogo, dizer que sou estúpido é um jogo, dizer que jogo é um jogo... enlouqueço a minha própria razão com minha incoerência gritante de mutações surreais intermináveis.
Somos os deuses de nossa realidade, criamos as pessoas que estão a nossa volta, criamos uma visão sobre elas, sobre o que nos cerca, sobre o que é bom, o que é ruim e principalmente criamos a nós mesmo, com nossos adereços, fantasias, sonhos, falas, nossa platéia, nosso ritmo, nosso mundo. Temos o poder de criar deuses, temos o poder de criar não acreditar neles, temos tanto poder que nos tornamos fracos. A indagação do que queremos é um stigma que carregamos e temos que suportar. A realidade é um mundo de sonhos, onde tu pode acontecer, o surreal é isso, acreditar viver um sonho que acreditamos ser realidade, ou uma realidade que acreditamos ser um sonho, ê laiá, o mundo que criei é imenso como o cosmo, sou uma fagulha na frente dele, mas apenas um singelo movimento meu o transforma, fazendo o caos e a beleza, o feio e o bonito, o amor e o ódio, todas as dicotomias possível até chegar no 'legal e estúpido.'
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão
Fernando Pessoa



Inspirado por Pessoa falarei sobre racionalização do sentimento, é anormal sentir com pensamentos, razão e orgulho? Muitos dizem que sim, acredito que agir com sensibilidade é ser idiota e vulnerável. Sinto ojeriza quando vejo pessoas deixarem o amor próprio se destruir por sentimentos que vão além da sua razão, por que se faz necessário seguir um código de conduta social tão detestável? Por que se declarar egoísta e prepotente é um insulto a esse código? Cada um faz da sua vida o seu show, acredito que somos como mágicos que nunca podemos contar o segredo de cada mágica, porque se isso acontecer a mágica não pode ser mais única e saborosa.


Quando racionalizamos de mais constatamos verdades e armadilhas que possamos cair, se não pensássemos acharíamos que tudo é normal e um processo natural, isso seria muito menos dolorido afinal. Outro ponto da minha visão empírica sobre a relação do pensar e do agir nas relações interpessoais, é que ter indulgências com os imbecis é uma máscara que nunca devemos tirar, afinal se não tivéssemos íamos ter que nos contentar com o isolamento, pois, mesmo sabendo que muito são imprestáveis, eles podem pelo menos serem figurantes ótimos para que a peça de teatro que é nossa vida tenha novas falas e inovações.

Falando agora sobre sentimentos “racionais”, saint exupérri diz que somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos, mas também acredito que existem coisas que não devem ser acordadas, tem que permanecer indubitavelmente em sua cômoda letargia, pois o homem que se ludibria pelos seus sentimentos, [quando falo de se ludibriar pelos sentimentos não quero dizer que não se deva sentir, mas sim, não ser irracional] merece realmente sofrer, quem sabe sua burrice lhe ensine algo inteligente

Mas mesmo às vezes sendo irracional sempre há uma saída ou um aprendizado, ou seja, sentir irracionamente é igual a dor do porvir e a dor do porvir é igual ao remédio necessário para o crescimento, tudo segue o seu perfeito ciclo, veja bem: Ciclo 1: alegria; entusiasmo; descoberta; Ciclo 2: stress; decepção; prisão; Ciclo 3: dor; raiva e arrependimento.























