Alquimista do Saber

“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.” Fernando Pessoa


O tempo voa e com ele amadurecemos e nos entristecemos, com ele sonhamos e nos desestimulamos, não é hora para filosofar eu sei, também não sei se é a hora para se comunicar, tudo é tão distante que parece que escrevo no meio do mar, sozinho, sem auxílio nenhum, em busca de socorro e escrevo em um pequeno papel e coloco dentro de uma garrafa, sabendo que ela é apenas um sonho de um retorno que pode nunca mais voltar...




Caminhamos uma estrada cheia de paisagens, de novidades, de decepções, nos atormentamos quando a estrada não consegue ser apenas reta e plana, quando não precisamosfazer escolhas e decisões por onde devemos caminhar, queremos apenas seguir em frente e a passos lentos. É bem fácil seguir uma rotina e não gerar riscos a si mesmo com o medo de errar, mas é encantador buscar atalhos, conhecer novas estradas, novas paisagens, viver aventuras, sonhar, acordar, aprender e por que não ensinar?! Se tivermos a consciência de seguir nossas vidas ao moldes do cosmos, sempre vamos querer nos movimentar e fugindo da monotonia e de sermos previsíveis, esconderemos um mistério em torno de nosso próprio ser, criaremos buracos negros para retermos tudo que é bom e estaremos sempre sempre caminhando em volta de nós mesmo, do sol e das galáxias. Isso não é megalomania é a certeza de termos uma essência única, perfeita, harmoniosa e cheia de milagres que é a vida.



Falar de sonhos já virou clichê, mas que tal falarmos de algo que sempre tentamos não encarar que é a própria introspecção. O que aconteceria se todos realmente conhecessem pelo menos metade de si mesmo? Se todos conseguisse visualizar seu erros e tentar não cometê-los mais? E se estivéssemos sempre buscando um aperfeiçoamento através do nosso autoconhecimento. Gosto de me indagar, gosto de indagar as verdades absolutas e quem sabe criar uma própria.
Quantos mistérios encontram-se em coração de um homem, e mais ainda de um menino como eu.

Tudo no mundo, que sempre gira e sempre se torna mutável, permanece em sua órbita absoluta?


pausa & poesia
Restos de ontem não amanhece o dia & o melhor de tudo é deixar acontecer pra ver que sol vai dar, qual o caminho que aponta a inspiração & por qual canção inaugurar o silêncio da manhã. sedução de calma & poesia. nenhuma pressa me interessa. A cidade que mora em mim não se desespera. Não atravessa o farol fechado, não faz o sinal da cruz & não paga pecado. Nem inferno & nem paraíso, afinal, todo juízo é pouco & quando muito, exagera. Contemplações à parte. preciso & necessário é reinventar a paisagem mesmo sendo simples viagem do infinito possível. Acredito & levo fé. Não se constrói nenhum futuro sem estar no presente. Utopia não é teoria na selvageria onde brigam o querer & poder em vias de interesses & pretensões, mas sim um arco teso disparando setas cujo alvo é & sempre será a paz & o amor. Digo sim, o riso & o risco na mesma companhia, desgarrados & de boca em boca, de voz em voz, o mesmo canto. A mesma surpresa da concepção & a mesma plasticidade. Idade de perdurar a maravilha do sonho sobre a vida. Digo amém a quem possa interessar a sintonia dos elementos poéticos que vivem em ondas de considerações, entre muitas vozes, criando elos de celebrações & encantamentos. Digo sim a todos que repartem existência & convivência estimulando a reflexão entre a vida & a arte. Pausa para olhar & ver & descobrir a poesia como o óbvio do novo, refazendo a festa, a farra & segurando a barra nas freqüências das paixões.
zhô bertholini

Saudações Cósmicas

Existe coisas na vida, que podem ser o fim ou recomeço. Todas perdas sempre vem acompanhadas de novas conquistas, novos horizontes e novas tentativas. Exemplo: Quando você anda com um grupo de amigos e por algum motivo não anda mais, acaba abrindo espaço para andar com novas pessoas que podem ser mais interessantes ou lhe trazer algo novo. Minha vida foi sempre de perdas e recomeços, fico triste por não valorizar as perdas, de não criar raízes para tornar mais difícil as despedidas ou fazer com que não as aconteça, mas isso sempre foi algo muito difícil. Queria ser um pouco mais flexível, mais emotivo, sentimental, fugir um pouco da racionalidade e me aventurar por um mundo desconhecido onde não tenha medo de descobrí-lo, que aprecie uma rosa sem evitar tocá-la com o medo de me furar com seu espinho, são tantas vontades e desejos...
Tenho esperança que uma adolescência repleta de dúvidas possa trazer um conhecimento vindouro mais substancial e seguro. Essa fase juvenil é coberta de mudanças e questionamentos, são eles extramente essenciais para o forjamento do caráter, das relações interpessoais e de nossa personalidade.
Pensando em algo mais científico do que estou falando, trouxe uma entrevista concedida para o site Olhar Virtual da Universidade Federal do Rio de Janeiro com duas psicólogas sobre os desafios dessas mudanças na pós-modernidade.

Olhar Virtual: As fases da adolescência e da juventude são momentos marcados por intensas modificações e questionamentos acerca da realidade. Que aspectos do mundo contemporâneo tornam esses dados ainda mais complexos para o jovem?

Luciana Gageiro: Com o acirramento do individualismo, a instauração da sociedade de consumo, a globalização econômica e cultural, as bases de sustentação de ideais coletivos e relativamente estáveis se dissipam. Nesse contexto, os ideais de liberdade e autonomia tornam-se radicais, de modo que é dito aos jovens que seu futuro depende única e exclusivamente deles. Eles entendem que devem romper com o passado e com as tradições, para que possam se destacar do todo pela sua singularidade e autenticidade. Assim, o caminho em direção a uma travessia da adolescência complica-se, na medida em que o jovem não encontra na cultura referências que possam lhe auxiliar neste momento de “passagem”.
Olhar Virtual: Como a relação do jovem com a família e com a sociedade mudou nos últimos anos? Quais as influências da disseminação do uso de drogas e do aumento nos níveis de violência nessa relação?
Luciana Gageiro: A tarefa de educar jovens hoje se torna bastante complexa e desafiadora. Os pais e os profissionais que lidam com jovens enfrentam dificuldades, particularmente, nas questões referentes ao exercício da autoridade, à indisciplina e ao descompromisso. Por outro lado, as mensagens veiculadas pela mídia trabalham em cima de um estereótipo de jovem como aquele que é livre, que não se submete às regras e que pode, portanto, gozar de todos os prazeres da vida. Prevalece, atualmente, a lógica da exclusão, do não-reconhecimento das diferenças, do embotamento do desejo pelos padrões de prosperidade e comportamento impostos pelo consumo, nos quais o jovem deve se enquadrar, sem espaço para a sua subjetividade. A violência e o uso abusivo de drogas e álcool podem ser entendidos como respostas dos jovens a estes imperativos sociais. Nesse sentido, a esses jovens, controle não falta, o que falta é perspectiva, é desejo. E essa problemática não se restringe à família, mas se trata de algo que envolve toda a sociedade. Há que se pensar formas pelas quais os pais e a sociedade possam refletir sobre os impasses na educação dos jovens no mundo contemporâneo para tentar assim oferecer a eles um cenário diferente.
Olhar Virtual: Zigmunt Bauman, autor polonês, em seu livro Amor Líquido, ressalta a fragilidade das relações humanas na pós-modernidade e enfatiza que é necessária muita ousadia para assumir compromissos de longo prazo. As relações amorosas dos jovens estão, de fato, mais efêmeras e superficiais? Como o jovem do mundo atual encara o amor e o casamento?

Jacqueline Cavalcanti: No livro Amor Líquido, Bauman trata da fragilidade dos vínculos humanos, e entre eles inclui o vínculo amoroso-sexual. Discute essa fragilidade a partir de determinadas condições sociais e culturais do nosso tempo, chamado por ele de "modernidade líquida". Duas importantes características desse tempo são a ênfase que o indivíduo dá a sua própria liberdade e à possibilidade de ter uma vida consumidora. Nesse contexto, ser livre para viver sem restrições, sem constrangimentos ou cerceamentos, e ter opções e poder escolher aquilo que mais o apraz são aspectos essenciais para o indivíduo. É a partir desse contexto que as relações amorosas devem ser pensadas. Assim, muitas vezes, o jovem busca relações amorosas mais superficiais e efêmeras porque esta é uma maneira de ele se aproximar de um outro e, ao mesmo tempo, manter a sua liberdade individual, e o seu campo de opções em aberto. Isto não quer dizer que o jovem não tenha relacionamentos mais intensos e duradouros, mas sim que esta não é a única forma relacional possível. Ademais, ao se pensar na duração de um relacionamento é preciso ter em vista que a noção de tempo hoje é diferente da de outrora. Na atualidade, nos grandes centros urbanos, há uma aceleração no ritmo de vida, na valorização do movimento e da velocidade que tem impacto sobre o modo como as relações acontecem.
Com relação ao amor entre duas pessoas, ele é visto pelo jovem de uma maneira mais contextual e pragmática, isto é, ele diz respeito a condições de vida concretas e específicas de cada um dos parceiros. No momento em que estas condições acabam, o amor acaba ou se transforma. Quanto ao casamento, ele continua fazendo parte dos projetos de muitos jovens, porém o casamento não é a única dimensão da vida valorizada por homens e mulheres. Paralelamente ao desejo de vir a se casar, os jovens esperam querem concluir os seus estudos, ter uma carreira ascendente e uma vida profissional de sucesso.
Saudações pós-modernas a todos

Infância inesquecível eu tive, rodeado de primos, de brincadeiras, aventuras, paixões platônicas, alegrias, futebol, namoricos, escolas, amigos que ficaram e outros que deixaram lembrança. Tive na minha infância alegria suficiente ao ponto de transbordar. Cheguei aos meus 17 anos e uma pessoa certa vez me perguntou: Cara, qual é o teu problema? Tu não esquenta com nada, não se preocupa com nada, sempre está alegre, parece que sempre está em 220w. Essa pergunta até hoje se passa pela minha cabeça é um inigma que não consigo decifrar em sua totalidade.

Acredito que a juventude é um pilar importante para construirmos nossa vida adulta, faço dela uma analogia com a brincadeira do cabra-cega, você tapa os olhos e com sorrisos nos lábios procura as pessoas que estão ao seu redor somente pelo tato. Você convive com aquela venda nos seus olhos e se diverte muito com a brincadeira, nesse momento quando seus olhos estão fechados, não sobressai pensamentos de angústias, medos ou preocupações, surge somente a vontade de continuar brincando, sorrindo e vivendo aquele momento alegre.


Cabra-Cega


À volta de incerto fogo
Brincaram as minhas mãos.
... E foi a vida o seu jogo!


Julguei possuir estrelas
Só por vê-las.
Ai! Como estrelas andaram
Misteriosas e distantes
As almas que me encantaram
Por instantes!


Em ritmo discreto, brando,
Fui brincando, fui brincando
Com o amor, com a vaidade...


— E a que sentimentos vãos
Fiquei devendo talvez
A minha felicidade!


Pedro Homem de Mello in "Jardins Suspensos"

Quando é tirado a venda tudo se transforma, os olhos que no anoitecer encontravam o repouso, se deparam com a tortura de não conseguir fechá-los. Fechados, algo impele a uma busca na alma e essa busca é tão nociva que o jeito é abri-los, abrindo-os, novamente a dor da realidade faz eles sangrarem e nesse vai-e-vem de abre e fecha vai-se a própria alma. Olhos incadescentes, flamejantes, solitários, misteriosos, dolorosos, mentirosos, quantas facetas da alma ele pode fornecer.
Você vive uma realidade criada por você mesmo, vai delimitando e adquirindo experiência com o passar do tempo, mudanças vão ocorrendo e você não consegue voltar para a brincadeira de antes, tiram sem pedir a venda surreal dos seus olhos deixando-os visualizar assustadoramente uma nova realidade, que você não consegue se reconhecer e conviver com ela. Lembro-me de tudo tão certo, tão previsível, tão real, tão objetivo. Ir pra escola de manhã, jogar bola a tarde ou brincar de outra coisa, assistir TV durante a noite, dormir e repetir o processo. Era rotineiro, mas sempre tinha algo especial, algo novo, algo valoroso, que os olhos daquela época não se davam contam, mas que hoje notam muito bem, rememorando as lembranças do passado. Não quero ser nostálgico, mas alguém poderia colocar a venda novamente nos meus olhos e dizer que voltei para a brincadeira? Seria tão complicado assim?!
Quem sabe se conseguir colocar de novo a venda, consiga transformar o que vejo e o que sinto em coisas boas. Andarei pelo bosque e parafraseando Tosltoi não verei apenas lenha e sim belas árvores, repleta de pássaros coloridos e com sons maravilhosos, quem sabe ouça melhor as pessoas e aprenda mais com elas, posso conseguir também sentir melhor o aroma das coisas, quem sabe o que achava amargo antes se torne doce como o mel, poderia até dizer que o fedia poderia se transformar em um belo perfume, talvez consiga sentir a leveza do vento em meu rosto, consiga extrair alegrias puras, singelas, simples, porém extramamente ricas. É possível olhar a vida com outros olhos? É possível ver a beleza de um raio sofrendo uma terrível tempestade? Dar de transportar a racionalidade exarcebada para uma leveza de uma boa anedota?

Saudações Visuais a todos

Que todos nós passamos por momentos difícies é inegável, a vida é uma caminho tortuoso e sinuoso cheio de dificuldades e situações adversas, às vezes somos superpreendidos pela morte de um ente querido, da perca de um grande amor, de uma grande amizade ou às vezes somos tomados por uma dor que nem nós sabemos da onde vem, ela surge sorrateiramente como um vírus que você não consegue identificar, só consegue saber que existe uma dor, mas não sabe onde encontra-se essa dor...

Esses dias ouvi uma frase que sucinta bastante o que estou falando. O que seria uma boa saúde mental? Segundo as definição em um congresso de psicologia "É saber responder com coerência as adversidades da vida." Será que estamos sendo coerente com as adversidades que estão sendo apresentadas em nosso teatro da vida? Muitos tem respostas fáceis, está sentindo um vazio? Olhe para o céu e peça a divindade superior e Ele resolverá todos os seus problemas. Deus é a solução! Mas me pergunto, como seria Ele a solução se o que eles dizem é que Ele é o criador de tudo, se Ele é o criador de tudo, foi Ele que criou essa situação, se Ele quem criou, porque deveria eu pedir para que Ele a transformasse? Muitos dirão, mas Deus escreve certo por linhas tortas - Resposta de cristãos quando não se encontra resposta objetivas para algumas indagações - Se ele sabe tudo do início ao fim, não preciso pedir nada porque segundo os Cristão tudo já tá escrito é o chamado Alpha e Ômega - O Princípio e o Fim.

Na verdade acredito em algo superior, algo que está bem próximo de nós e muitas vezes não conseguimos enxergar, algo que virou interesse recíproco e não consegue encontrar raízes e nem pronfudidade para que seja confiável.
A Amizade! Abaixo finalizando deixo esse poema de uma amizade que eu necessito, de algo que para mim é uma solução maior do que uma bengala espiritual que nunca vi e que o bom senso não me permite acreditar. Uma coisa tenho certeza, um dia irei olhar para trás e rir de tudo isso.

PRECISO DE ALGUÉM

“Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo. Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência. E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos. Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado; alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade. Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa. Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: 'Nós ainda vamos rir muito disso tudo', e ria muito. Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo. E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela. ”
Cris Passinato.
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Para concluir vos deixo esse belo vídeo que confronta essa bengala espiritual que todos insistem em me oferecer.






Saudações Transcendentes a todos.

Nesse relato contarei um pouco das raízes epistemológicas abstraídas durante minha busca alquimista pelo saber.
Quando ainda tinha 14 anos fiquei encantado pelos livros através da boa escrita de Artur Conan Doyle, com seu emblemático personagem, Sherlock Holmes e seu ajudante Wattson, desde daí passei a ler as aventuras, os mistérios e o suspense dessa leitura, passando assim a mergulhar em um oceano de imaginação e ação criadora dentro de mim, fui lendo outros livros similares que não me recordo no momento, seguido pela bíblia que lia diaramente no meu período cristão aos 15 anos. Ler a bíblia, despertou em mim o interesse pelo dicionário, devido sua linguagem rebuscada, começou assim uma relação amorosa entre mim e os verbetes desconhecidos, que contribuíram demasiadamente para minha linguagem.

Logo que saí da igreja, os livros que outrora eram proibidos, começaram a ser devorados de forma desesperadora. Conheci a literatura russa, em especial Dostoiévski que até hoje é meu escritor preferido, divagando por literatura alemã, francesa, inglesa e colombiana. Me dedicava nessa época ao teatro, que fiz por 3 anos no colégio Armando Nogueira através do sublime mestre Assis.


Em junho de 2006, ano em que estava concluindo meu ensino médio, algo novo surgiu no colégio, nos murais anúncios de uma oficina de filosofia denominada Prazer e Filosofia, ministrada pelo então desconhecido Marcos Afonso, que só conhecia através da política em suas campanhas eleitorais. Essa seria a primeira turma da Usina de Arte João Donato. Fiquei empolgado com anúncio até ver que o processo de seleção seria apenas para os alunos de 1º e 2º ano, eu que fazia o 3º já estava de fora. Decepção, que logo seria superada por uma imensa alegria. Meu professor de teatro citado acima, que já conhecia o Marcos me indicou para participar da oficina mesmo sendo do terceiro ano. Com uma boa recepção do Marcos fui selecionado e fui o único participante do 3º ano dessa oficina, que mudaria de forma gloriosa e engrandecedora meus conceitos de cultura, arte, filosofia e cinema.


Nessa oficina que teve uma duração de 3 semanas, sendo realizada de segunda à sexta na Usina de Arte João Donato, já no primeiro dia fomos supreendidos por um professor entusiasmado e simpático falando Carpe Diem para todo mundo, entrei inquieto dentro do auditório me perguntando o que seria Carpe Diem, logo depois conseguiríamos entender o seu significado assistindo pela primeira vez o indescritível filme Sociedade dos Poetas Mortos, foi com a inspiração desse filme que começamos a desenvolver nossa sensibilização a filosofia, através de outros filmes renomados e ricos filosóficamente, ouvindo músicas brasileiras, Bossa Nova, MPB, Rock, conhecendo músicas latinas, indianas, chinesas, cubanas, americanas e por incrível que pareça até cantos gregorianos. Nessas três semanas cada dia era um universo novo de conhecimento da arte, posso até afirmar que era uma submersão nas profundezas do conhecimento filosófico, que anteriormente nunca se passava pela cabeça dos participantes daquela oficina, que existiria.

Nos sentíamos vibrantes com tanto aprendizado, fomos a Xapuri, visitamos museus, vimos pinturas de artístitas plásticos famosos e etc. Vejo totalmente impossível descrever os detalhes dessa oficina. O término dela chegava, estava exultando com o que tinha aprendido e triste por saber que já ia finalizar. Mas antes de ela encerrar, recebi um pedido ultra-dimensional, organizar sem a ajuda do Marcos um encerramento da oficina com uma apresentação cultural no teatro da Usina de Artes. Iria ter que dirigir e ser o arauto dessa apresentação, que mobilizaria, o diretor, professores e coordenadores da escola Armando Nogueira, além da direção da Usina de Artes, familiares, convidados em geral para assisti-la...



Era uma aventura grandiosa que não posso deixar de descrever, nessa oficina que continha 40 alunos do primeiro e segundo ano, que foram selecionados através de uma seleção com 30 perguntas feita pelo Marcos Afonso para 400 alunos inscritos do colégio. Desses selecionados, tínhamos cantores, músicos, poetas, dancarinos, atores, ou seja, uma gama de pessoas extramamente capazes e habilidosas em suas artes, o objetivo era reunir todas essas artes em uma única apresentação, que teria que ficar pronta em apenas 3 dias... Oo... 3 dias de correria, de idéias, de reuniões, de ensaios, de preparo, de opinões, de refutações. Estávamos quase para enlouquecer, mas por fim, obtivemos um excelente resultado com um encerramento inesquecível para todos que participaram dessa Oficina única.

Acabou a oficina, mas estávamos alimentados de sonhos, artes e um olhar filosófico sobre várias coisas, contínuamos nossas vidas, mas com uma leitura mais rica, com um outro olhar cinematográfico e um melhor desempenho escolar.

No ano de 2007 tive a oportunidade de conseguir realizar mais um sonho, trabalhar em uma Biblioteca, e a vaga oferecida era para récem inaugurada Biblioteca da Floresta Marina Silva, participei junto com 100 pessoas de mais um processo seletivo que selecionaria apenas 30 estagiários. Depois de um rigoroso processo de seletivo, fui selecionado. Quando entrei na Biblioteca, conheci algo que era bem diferente do que pensava, comecei a gerar uma visão nova sobre tudo. Enfim, fui ecolhido entre os 30 para ser um dos guias da primeira exposição da Biblioteca da Floresta, chamada Nossa Terra, foram vários treinamentos com doutores de biologia explicando a formação da terra e o movimento das placas tectônicas, palestras do próprio Alceu Ranzi sobre os geoglifos e outros palestrantes de arqueologia que explicaria a Megafauna existente aqui no Acre a mais de 8 milhões de anos atrás.




Tudo isso parece muito, até eu ter a surpresa de ver novamente o Marcos Afonso na Biblioteca, mais surpreso fiquei quando soube que ele não estava apenas visitando, mais conhecendo o seu novo local de trabalho, foi uma grande alegria, alguns meses se passaram, e uma proposta irrecusável foi oferecida gentilmente pelo Marcos, ele convidou eu e a minha melhor amiga que trabalhava na Biblioteca para ser o nosso tutor filosófico. Nesse acompanhamento, todos os dias recebíamos em nossos e-mails uma indagação filosófica que teríamos que refletir durante todo o dia, recebíamos filmes para assistir e livros para ler. Depois de 8 questões filosóficas fazíamos um encontro para discutir o que aprendemos. Colocarei as três primeiras questões que recebemos uma pequena amostra do conteúdo desses e-mails.
1ª - Os homens já amanheceram de seus sonhos? Ou ainda estão prisioneiros na Caverna de Platão? Ou ainda sonâmbulos no Édem? Ou ainda anestesiados, em expansão entorpecida na sua longa Viajem através do Cosmos?
2ª - Você está acordado ou o dia está sendo o prolongamento do seu sonho?
3ª -Desde quando o homem tomou consciência de que possuía consciência, consciência em si, e essa foi a maior iluminação da história do pensamento, ele maravilhou-se com o externo e a interação de seu self com ele . Em que instante isso se deu? Que lampejo de luz ele experimentou? Ou foi algo natural, como atestar que além dos dedos das mãos haveria o décimo primeiro imaginário? (o que já seria uma hipótese fascinante!), ou mesmo ele não tenha percebido que estava tomando consciência de si?
Essas são questões que lançamos ao horizonte, e o máximo que vemos é uma tênue névoa embranquecida.
Mas é delicioso perguntarmo-nos.

A partir de então, o homem passou a trabalhar racionalmente em suas quatro dimensões: a altura, a largura, o comprimento e o tempo. E deu início a toda uma construção de pensamento nesta base.

A Terceira Questão Filosófica é:

- Quando o homem tomou consciência do seu mundo ele criou uma nova dimensão? Adentrou em um Universo Paralelo?
É ou não é extramamente profundo a riqueza dessas indagações? Essa são apenas as três primeiras e editadas porque são de conteúdo pessoal.
Logo depois, dois técnicos da Biblioteca começaram a participar desse mesmo processo. Um mês depois a Biblioteca realizava com todos os seus funcionários uma Oficina chamada Nosso Tempo e Nosso Espaço com o Marcos Afonso. Quando terminou a oficina novamente uma pergunta nos foi feita, e agora?
Assim, surgiu a primeira Sociedade de Philosophia do Acre no dia 10 de maio de 2008.

Os 24 primeiros filósofos da Sociedade Philosophia
Até hoje é uma alegria imensurável pra todos que participam dessa Sociedade, onde todas reuniões aprendemos sobre filosofia e arte baseando-se no livro Mundo de Sofia, que faz uma ordem cronológica do grandes pensadores da humanidade. Tenho uma imensa honra de ser um dos moderadores de apoio dela. Dia 10 de maio de 2009 comemoramos um ano de Sociedade e preparei um vídeo retrospectivo referente ao que foi realizado nesse período de reuniões filosóficas que acontecem de 15 em 15 aos sábados no auditório da Biblioteca da Floresta sempre às 16 horas. Assistam o vídeo que eu preparei para essa data especial de 1 ano da Sociedade:

Se você chegou até aqui, conheceu um pouco de minha história e minhas aventuras, espero que a estrada que percorro e a encenação do teatro da vida continue me dando presentes maravilhosos e enriquecedores como esses citados acima.
Uma coisa eu tenho certeza, apesar de todas as dificuldades e pedras no caminho, apenas duas setas direcionam minha vida, a que aponta para frente e para o alto.
Saudações Filosóficos a Todos.

Mais uma vez chega a insônia e a madrugada inspiradora, que me faz ter uma demasiada criatividade e faz borbulhar meus pensamentos. Dessa vez emerge de mim, textos, frases, imagens e vídeos que por si só falarão de sentimentos. Não espere agora textos melancólicos, nem espere um texto agradável à sua leitura, escrevo apenas para mim e para quem precisa ouvir essas palavras.



Há coisas que são tão inexplicáveis como as perguntas existenciais da vida, mais do que isso, elas são mais duais e confusas, do que qualquer resposta que você queira ter. Há coisas que queimam como uma chama incensante e incontrolável, amordaçando meus sentidos e destruindo meu orgulho. Essa poderosa ferramente do ser vivo que gosto de chamar de mente, me dar poderes imagináveis, assim como me faz às vezes perder o controle, tento comandá-la, dizer: NÃO QUERO ISSO! mas infelizmente ela é irmã dos sentimentos e por mais que eu tente tirar da cabeça o que tá no coração, minha mente me impele, com lembranças, angústias e saudades, sempre fazendo pensar em você. Por que tudo tem que se tornar difícil para se tornar o melhor? Talvez a dificuldade do percusso, esteja na essência dos grandes sabores, mas também essa dificuldade de conseguir seja o treinamento necessário para o aprendizado dos sonhos.


Tudo é como se fosse uma bola de neve que por mais que queira fugir, que tente me esconder, me calar, me ausentar, as forças de qualquer lugar que sejam me levam de volta à você. Algo especial brota do seu olhar, magnífico das suas palavras e como uma incensante dor boa de sentimentos, consegue controlar minhas emoções... você os sugas, você sabe como desestabilizá-lo, às vezes acho que você gosta disso, que você me quer aos seus pés, MAS SERÁ MESMO QUE VOCÊ CONSEGUE? Ou será que o sonho de ser uma borboleta ou de um homem estar entre a gente, será isso apenas um sonho maluco, onde acordamos e não sabemos o sentido e o significado dele? O zodíaco confundiu as ordens das estrelas e disse que vou tê-la, a razão diz que nunca vou tê-la, a sorte do orkut diz que você virá para mim hoje, a madrugada diz que estava apenas sonhando e você não é real. O que é real nisso? Poderia ser surreal? Ou será que jamais será real?!

Minha espiritualidade materialista cética (Incoerência Crônica) me faz "crer" que existe uma onda de energia física-transcendental (existe isso) que me leva a você, como um buraco negro que atrai todas as energias que brotam a seu redor assim é você. É difícil acreditar que isto seja humano, ou real, minha razão epistemológica te evita e quer te apagar com um "Delete", mas o que é isso?! Meu computador criou um vírus que essa função é impossível. Vontade tenho é de quebrá-lo e comprar outro, mas será que virá outro? ou OUTRA? Me diz o significado de você querer se tornar única para mim e ser de outro? Você gosta disso? ou faz por diversão? Sei que posso ser um palhaço, mas quem disse que palhaços não fazem truques? E quem disse que não posso esquecê-la? Você tem certeza que não? Eu apenas tenho certeza que não tenho certeza e que a certeza é tão confusa quanto ter certeza (entendeu?).

Revigora-se de júbilo por ter-me nas mãos, mas morra com seu ego por me fazer pensar em você, viva de júbilo por ainda escrever para você. Mas saiba com a convicção que a matemática fornece, NADA DURA PARA SEMPRE NEM MESMO A FRIA CHUVA DE NOVEMBRO (Axel Rose). Empolgue-se e aproveite seu momento de glória, enquanto a ferida não cicatriza, sorria minha destruição e reverencie essa escravidão, mas tome cuidado, um dia isso pode se inverter. Como o sol e o planeta Theia que no início de sua formação girava em torno da mesma órbita, e um dia se colidiram assim fomos nós, nessa colisão o planeta Theia foi totalmente despedaçado e partes do centro do sol foram arrancados, mas a força gravitacional da terra (que é você) fez esses pedaços se unirem com tempo, pedras incandescentes com pedras incandescentes se juntaram em tamanha precisão até formar o que chamamos de lua (eu), o que poucos sabe é que a cada ano a lua se distancia mais do sol (e assim acho necessário com você). Sua força gravitacional, sentimental, física, metafísica, transcendental, o diabo que você quiser entender que seja, me distancia de você e acho que isso se faz necessário.



Idéias confusas? Incoerências? Acredite que seja isso, mas junte tudo e verá a "verdade" ou a ilusão. Tudo parte do princípio MORIAS, não vou explicar o que significa. Nem vou explicar porque escrevi isso, assim como aqueles que esconde m seus medos através de mentiras e fugas, explico minhas causas com essas incoerências. Mas sei que você sabe o que escrevo, sei que isso será apenas um alimento do seu ego, mas saiba, fiz não para tê-la para mim, mas para saber que nem sempre vai me ter. Mas confessando o que seria ser inconfessável, nada é tão bom para mim quanto você. Assim como a lua recebe o brilho do sol. Você me faz ter o brilho da noite quando durmo e me faz ter a escuridão quando acordo. Enfim você é um mistério que a ciência e o amor não pode explicar.




Abaixo essa poesia de Pablo Neruda


Saudações Tolas a Todos




Em uma civilização chamada Senegoid um garoto chamado Sotam de apenas 15 anos resolve fugir de casa e subir as montanhas do povoado em que vivia, depois de acordar completamente ensopado de suor e em delírios, por um sonho que se perpetuou durante todo o seu sono e que o fez pela primeira vez em sua vida criar a capacidade de ultrapassar seus limites e buscar algo além, que o costume social desse povoado lhe oferecia. Ele resolveu escalar uma velha montanha, pois no seu sonho surreal, mostrava que se ele chegasse ao topo da montanha e esperasse o tempo que fosse necessário, uma luz brilhante viria do céu como uma estrela cadente e caiaria sobre ele, isso acontecendo ele conseguiria toda a sabedoria do mundo. Nessa peregrinação rumo a montanha, esse intrépido jovem, sofre todas as mazelas possíveis, fome, chuva, frio, medo, dores musculares, mas mesmo com todas essas barreiras seu objetivo era mais forte do que qualquer empecilho.

Quanto mais ele caminhava e subia, mais distante e sombrio ficava o cume dessa montanha. Depois de alguns dias de peregrinação e horas de sofrimento, de longe ele avistou uma pequena cabana, muito próxima a um desfiladeiro. Ele com sua fome quase destrutiva, resolveu bater na porta da cabana que se encontrava fechada. Bateu uma, bateu duas, bateu várias vezes e nenhuma resposta se ouvia. Por um momento ele escutou um barulho, isso tirou suas dúvidas de que aquela cabana estava inabitada, mais uma vez ele bateu e gritou e nenhuma resposta.


Então por um momento ele pronuncia algumas palavras sem esperanças.
- Estou apenas querendo subir o cume da montanha pra tentar encontrar uma determinada sabedoria que um sonho me mostrou.


Nesse momento ele escutou passos em direção a porta e o barulho da fechadura. Neste ínterim o garoto ficou totalmente inaudito observando apenas a expressão daquele homem com seus 70 anos totalmente estanho e sorumbático. Essa imagem causou-lhe um medo da cabeça aos pés e para completar aquele silêncio recíproco interminável lhe deixava amedrontado e aquele olhar penetrante do velho lhe fazia crer que ele tinha decifrado toda a sua alma. Com voz suave e rouca o velho o convida a entrar, ele ainda calado adentra a cabana.
O velho diz que vai preparar um chá e fala para o garoto sentar na poltrona rasgada e suja que se encontrava no meio da sala.


Logo depois entregou o chá e começou a indagá-lo.
- Quem te falou sobre mim? Com tom irritado perguntou o velho.

Meio que gaguejando respondeu Sotam

- Ninguém nunca me falou do senhor, eu apenas subi a montanha em busca do sonho que tive ontem.

- Você quer que eu acredite que apenas um sonho faria um garoto da sua idade ter coragem de subir essa montanha?
- Eu não quero que acredite, quero apenas que me alimente um pouco, pois estou faminto e quero que me diga como faço para chegar até o topo.
- E o que você vai fazer lá?
- Esperar a luz que vi no meus sonho descer até mim, para que eu possa adquirir sabedoria.
- E se essa luz não vier?
- Ela vai vir. O velho em tom irônico pergunta
- Você sabe ler? - prontamente e envergonhado ele respondeu: Não!
- Como você vai querer ter sabedoria sem aprender a ler? O garoto ficou pensativo com tom melancólico e engolindo o choro respondeu
- Tenho que ir se não posso me atrasar e perder a luz.

O jovem saiu em disparada da cabana, triste e reflexivo com aquelas palavras daquele velho. Caminhou mais alguns dias, até finalmente chegar ao cume da montanha. Chegando lá se acomodou e ficou na espera da sagrada luz que ele visualizou no seu sonho. Passou dias sem comer e beber apenas olhando o céu. viu várias estrelas cadentes, mas nenhuma que chegava até ele. Depois de 4 dias de espera, o velho da cabana aparece e senta do lado do jovem.


- Como eu falei essa luz não veio não é? disse o velho
- É acho que você tem razão, acho que tudo foi apenas um sonho.

- Agora que você fez todo o processo necessário, pode ouvir o que tenho para lhe dizer, peço que escute com atenção minhas humildes reflexões. Não se consegue sabedoria, milagres, dinheiro ou qualquer coisa que caia do céu. O céu é apenas a paisagem que nos faz crer que somos ínfimos e parte de um todo no universo, sendo assim as verdades e as sabedorias não são pronunciadas de lá como se alguém lá em cima estivesse falando, mas elas são angariadas com nossas experiências, observações e principalmente instigações. Você não viu a luz da sabedoria porque você quis que seus olhos vissem e não que seu coração sentisse, pois essa sabedoria é intrínseca, no momento que você enfrentava as adversidades para chegar aqui era o momento crucial do seu aprendizado, o fato de você não desistir lhe trouxe firmeza e serenidade e sua coragem enfrentar a solidão em busca da luz que seus olhos queriam ver, fez com que você vencesse seus medos, conhecesse a si mesmo e lhe trouxe a independência necessária para você não depender de ninguém pra ser feliz. Siga seu caminho, observe as pessoas, veja os erros que elas cometem e tente não cometê-los também,e use sua sabedoria sempre como proteção pra guardar seus sonhos.

Sotam depois de ouvir a voz sábia do velho da montanha ficou extasiado e extremamente feliz por saber que sua aventura tinha lhe proporcionado uma grande lição que ele ia guardar para toda vida.



Saudações Montanhosas a todos

" Não é que tenha perdido a cabeça, só não lembro onde a deixei"



Além de não saber onde deixei minha cabeça, não sei também onde coloquei minhas emoções, o brilho dos meus olhos, enfim parece-me que me tornei um ser pensante-vegetativo simultaneamente, tudo é superficial, sem raízes alguma com nada. É como se o sabor das coisas tivesse sumido, a alegria nunca conseguir ultrapassar as fronteiras de uma pequena efemeridade e o sorriso ser apenas um disfarce dos lábios, que ajuda a conter as lágrimas que os olhos insistem em querer derramar.



Pragmatismo é uma companheira fiel dos medos existenciais que me cerca. A Vida descolorida, desbotada, as perspectivas falhas, as utopias amordaçadas, a capacidade de criar sufocada por uma angústia sem fim, a ansiedade aterrorizante, a solidão que persegue até quando estou acompanhado de uma multidão. O passado nostálgico com o ônus de um dia ter sido feliz, um rastro de remotas lembranças de tempos coloridos e belos. A dor sufocante de não saber qual o motivo da dor e não saber em que local dói é tão terrível quanto uma dor física insuportável.


A letargia me acompanha como se nada tivesse acontecido, como se tudo fosse apenas surreal, e o que é real causa cautela e espanto, pelo medo dilacerante de querer arriscar. Tornei como um cristal muito frágil que precisa ser coberto com barreiras para protegê-lo, tais como: maquiavelismo e pradonizações de normalidade executadas por um aparelho cerebral altamente organizado em um demasiado pragmatismo repleto de inanição cíclica.



O aprendizado extraído disso tudo é único, o conhecimento endógeno se torna palpável, as descobertas que foram retiradas dos lugares mais recônditos e inóspitos do meu âmago, me faz ter um conhecimento muito grande sobre a construção do que eu sou, do que fui e do que eu possivelmente possa ser. Essa introspecção traz o reconhecimento dos erros, das dificuldades, dos pontos frágeis, traz à tona a sujeira que é minha existência. Traz consigo descobertas como a falta de flexibilidade e leveza nas coisas tornando o mundo muito sério e perigoso. Isso tudo é como um vírus invisível que penetra sorrateiramente no organismo destruindo aos poucos todas as minhas forças, impregnado de medos constantes, limitando minha capacidade, deixando-me vulnerável e principalmente SOLITÁRIO.





"Saudações solitárias e sorumbáticas a todos"

No momento em que perdemos todas as nossas forças, quando não encontramos mais nossos portos seguro, no momento onde a bengala que nos sustenta se perde, quando as cores perdem seu brilho tornando-se tudo em preto e branco e a alegria se torna sempre efêmera, sempre dando lugar a uma melancolia interminável. É aí que realmente refletimos e percebemos todas as besteiras que fizemos, todos os erros que cometemos e todas as preciosidades que deixamos escapar das nossas mãos como um pássaro que começa ser sufocado e decide voar.

Assistam o vídeo realmente é lindo!







A exatos 107 horas, 37 minutos e alguns segundos, um tolo que não disse seu nome por pura tolice, resolve me contar uma história... Poderia ter escrito ela ontem, mas o Tolo disse que não gostava do passado, pois ele odeia nostalgia. Pedi pra escrever amanhã, mas ele disse que não gosta do futuro, pois ele é imprevisível e ele gosta de não correr risco com prognósticos que sempre são surreais e remontam várias desconfianças. Perguntei se podia escrever hoje ele falou que aprecia muito o presente, pois ele nunca é presente, nunca é futuro, e nunca é passado são apenas flash de pensamentos que surgem de momento e se eternizam se forem contados ou escritos para que o passado seja rememorado e o futuro o tenha.
Seu Tolo passou esse tempo todo pra vir me contar uma experiência, que ele teve em 107 horas, 37 minutos e alguns segundos. Nesse período ele vivenciou alegrias, loucuras, sensações de bem-estar, conforto, falta de medo, conseguiu curar sua insônia sem a utilização de remédios e conseguia ter as 106 horas e 41 minutos e vários segundos a vontade de contar o que sua tolice levou ele a pensar, nisso ele começou a me contar suas histórias cheias de redundâncias e rodeios, quase não compreendia nada do que ele falava, mas ele mesmo assim tentava me contar... Diz ele que toda sua reflexão começou em uma caminhada pela madrugada do seu bairro, com ouvidos aguçados, com a percepção acelerada, com pensamentos borbulhantes e uma chuva que lhe trazia frio e lhe trazia a companhia no meio da solidão dos seus pensamentos.


Depois de todos esse rodeios, ele começou a falar de algumas experiências que esses 107 minutos e agora 40 minutos lhe forneceram... Dentre elas conta ele que pulou de um barco cheio de homossexuais, caiu dentro de um rio repleto de sujeira, subiu em um barranco completo de lama, ajudou uma moça a subi-lo, foi atrás de outra diversão, encontrou outras pessoas, que no dia se encontravam novamente, no outro dia também, até chegar ao fatídico dia aqui contado. Alguns minutos antes às 106 horas e 41 minutos. Tolo afirmava em seu conto tolo que teve um abraço que o desmontou da cabeça aos pés, abraço esse tão surreal que a moça que o abraçou ainda se encontrava em sonolência profunda incapaz de sentir o mesmo. Mas ele disse que mesmo assim era importante falar esse detalhe.

Sua história se prolonga com várias outras histórias, mescladas de profundidade e várias outras análises que esse Tolo faz questão de contar, mas que a força do tempo que o carrega o deixa inebriado, fazendo ele se estender por rodeios e analogias bobas, pra tentar chegar a especificação de uma história totalmente irrelevante pra quem ler, mas que o Tolo considerava muito importante pra ser contada, sofrendo a pressão da curiosidade que o cercava. O Tolo disse que queria muito contá-la, mas disse-me que o medo o atormentava de forma tão brutal que até o seu medo se esvaía ao ponto de querer me contar. A incoerência do tolo me causava náuseas e me fazia perder a paciência. Mas tive pena do coração desse pobre Tolo amargurado por coisas que ele não quis me contar, pois seu passado era uma lembrança que ele não queria revivê-lo e seu futuro era algo que ele não queria esperar [de novo a redundância].

Ele quis prolongar a conversa, me irritei, e fui grosso ao ponto de querer parar, mas ele me prometeu que iria me contar o que ele realmente pretendia... Ele disse que saberia que alguém mais Tolo que ele estaria lendo isso... No momento deu vontade de espancá-lo na verdade o bati até deixá-lo inconsciente de tamanha raiva que ele me deu, de tê-lo dado tanta atenção, sido generoso e sofrer tamanha enganação de apenas um Tolo idiota...
Mas a exatos 107 horas e 58 minutos [Quase 108 horas] ele acordava em delírios contando nos dedos palavras e números que me deixaram louco e tolo ao mesmo tempo.
Enfim ele conseguiu de forma quase inaudível balbuciar essas palavras:
- Junte as palavras pra encontrar o código secreto que vai dizer o que quero falar.
Abaixo o código:
20º palavra 6ª letra, junta com a 22ª palavra 1ª letra [espaço] 21ª palavra, 1ª e 2ª letra juntas [espaço] 14ª palavra 1ª letra, junta com a 7ª palavra, junta com a 14ª palavra 2ª letra, junta com 2ª palavra 2ª e 3ª letra [espaço] 11ª palavra toda!

Depois disso Tolo novamente desmaia e volta aos seus sonhos me deixando encabulado e sem TEMPO pra explicar como faz pra chegar ao código!
Peço desculpas aos leitores deste abominável conto, mas tive um momento altruísta em minha arrogância e prepotência, para chegar a ajudar um Tolo idiota que me fez perder todo esse tempo e o seu!


Saudações Tolas a todos os Tolos da vida!

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Contato: wesley_diogenes@hotmail.com Quero explicar que o nome alquimista do saber vem da ideia de uma busca constante do conhecimento e do aprendizado, é como se fosse um aventureiro em busca de uma dialogia de filosofias para chegar a um determinado conhecimento, o nome do blog não passa de uma analogia e não se configura como uma prepotência da minha parte.

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Já dizia Dostoiévski em os Irmãos Karamazov: "SE DEUS não existe e a alma é mortal, tudo é permitido"


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