Alquimista do Saber

“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.” Fernando Pessoa


Abordar um assunto tão corriqueiro como a boêmia, drogas, libertinagem e em termos vulgar diria 'vagabundagem' é difícil para qualquer um comentar e escrever, mas de qualquer forma tentarei expressar esses tópicos ressaltando a beleza e a dor, (claro dualidade nunca pode faltar em meus textos) da diversão noturna que é o paliativo dos felizes em uma noite, a anestesia dos histéricos na solidão e a companheira fiel da liberdade mascarada com o batom da efêmeridade. Depois dessa chata introdução, vou tentar introduzir. (HAHAHA)


Uma vez uma moça que eu pagava para ficar na minha frente durante uma hora escutando tudo o que tinha para dizer me perguntou o seguinte: - Wesley por que a necessidade de se entorpercer? – Refleti alguns instantes e de forma sincera e convicta respondi: Além de precisar dos extremos, os entorpercentes pra mim é o caminho mais rápido, ágil e gostoso de fugirmos de uma realidade funesta de aparências, onde a razão nos coloca grilhões que não nos permite voar, tornando o mais simples complexo por frequentes e rigorosas introspecções críticas sobre o convívio social, tudo isso pelo motivo pífio de supervalorizar a realidade e a própria existência, tornando-nos materialistas e pragmáticos. Essa falta de leveza do ser - que acredito ser só quebrada pelo alteradores de consciência - nos tira a maior alegria dos felizes, que é a tão sonhada flexibilidade e para não continuar sendo prolixo direi: ‘são os entorpercentes que possuem em seu princípio ativo a flexibilidade.


Ficar um pouco desligado, meio que sem controle dos pensamentos, com os sentindos alterados, não representa apenas um tempo reduzido no presente, é uma lembrança que é revivida sempre pela nostalgia e aos poucos vai se eternizando no futuro de um modo especial na maioria das vezes. Nunca conseguimos medir o nível de nossas alegrias quando estamos entorpercidos, às vezes estamos vivendo a melhor sensação que já tivemos na vida e isso soa como um dia qualquer, acredito que deve ser pelo fato de que nesse momento não paramos para dimensionar nada e não nos importamos com julgamentos, preocupações ou angústias, a única lei é curtir aquele momento... eu pelo menos não consigo quantificar minhas alegrias, nem muito menos lembrar qual foi a melhor, mas uma coisa eu tenho absoluta certeza, a maioria das vezes que vivi momentos inusitados e felizes teve de alguma forma a introdução de algum entorpercimento.
Essa postagem só foi possível por um entorpecimento que me fez pensar nisso que estou escrevendo, não diria nem pensar e sim refletir nessa ideia que estou apresentando, não é uma simples apologia aos alteradores psíquico, mas sim algo que acredito que me faz entrar em novos mundos e me faz por um momento sair da rotina e da mesmice, para entrar em realidades pararelas que mesmo que seja apenas algumas horas de anestesia alcoólica, cannabistas, ou que seja, sempre traz os bons efeitos lancinantes de euforia, agitação e bom ânimo.
Tudo isso só é possível porque através dos alteradores que se fizerem necessários, conseguimos sair do jugo oneroso da racionalidade pragmática e retirar o fardo idiota da reflexão moral de bom cidadão, respaldado pelo orgulho dos que não conseguem chegar a leveza do ser, por isso a importância da boêmia, pois ela que nos faz mergulhar como um peixe perdido na imensidão do oceano, procurando no desconhecido e no novo encontrar as pérolas da felicidades que estavam perdidas por lugares inóspitos e sinuosos, porém cheio de vida.




Saudações Repletas de Boêmia

1 Comentários:

Viver somente de racionalidade é O grande desafio.

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Contato: wesley_diogenes@hotmail.com Quero explicar que o nome alquimista do saber vem da ideia de uma busca constante do conhecimento e do aprendizado, é como se fosse um aventureiro em busca de uma dialogia de filosofias para chegar a um determinado conhecimento, o nome do blog não passa de uma analogia e não se configura como uma prepotência da minha parte.

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